Terça-feira, Agosto 16, 2022

Partilhar Arte e Cultura com os portugueses

“Arte e Cultura Partilham-se” é o ‘slogan’ do projecto novobanco Cultura que já está presente em todas as regiões do país, com destaque nas localidades do interior. Este projecto, com quatro anos de existência, teve como objectivo levar a Arte e a Cultura a todos os púbicos, através da integração do espólio de pintura do novobanco no circuito das exposições permanentes dos mais emblemáticos museus do país, ou mesmo na criação de raiz de espaços dedicados à arte contemporânea, como são os exemplos de Reguengos de Monsaraz ou da Guarda. Atualmente estão incorporadas 93 obras em 36 museus de 17 regiões.

Ana Valado
Fotografia em destaque: Bernd e Hilla Becher, Water Towers 1963-1988, 2005

Partilhar Arte e Cultura com o público através da descentralização do património cultural do novobanco é o grande objectivo do projecto novobanco Cultura, Arte e Cultura Partilham-se, já com quatro anos de existência.

A colecção de pintura do novobanco foi constituída em 2017 a partir de um conjunto disperso de obras, de origens e épocas diversas, provenientes de várias salas da administração do Banco e de agências de norte a sul do país. Foram reunidas mais de uma centena de obras de pintores portugueses e estrangeiros do século XVI ao século XX, com um núcleo significativo de pintura portuguesa do século XIX.

José de Souza Pinto | 1856-1939 Portugal
Chamando a barcaça, 1909

Na opinião do então CEO do novobanco, António Ramalho, abrir o banco ao exterior para que as pessoas pudessem conhecer o seu património cultural não era suficiente, era preciso descentralizá-lo de forma a disponibilizá-lo aos mais diversos públicos, através de parcerias com museus, de norte a sul do país, continente e ilhas, com particular enfoque para as instituições situadas fora dos grandes centros urbanos. Nas suas palavras: “Este roteiro espalhado pelo país não é mais do que um compromisso de devolução à sociedade de algo que é de todos, o património cultural”.

O projecto novobanco Cultura arrancou em Janeiro de 2018, enquadrado num protocolo com o Ministério da Cultura, e hoje em dia são já 36 Museus de quase todas as regiões do país, que contam com 93 das obras da Colecção de Pintura do novobanco, desta forma acessíveis ao público através da sua integração nos circuitos expositivos permanentes de cada museu. 

Segundo Paulo Tomé, Coordenador de Comunicação e Marca do novobanco: “Este projecto é uma iniciativa pioneira, não só pela componente de descentralização, mas também pela atenção dada à relação das obras com as narrativas dos Museus ou a relação dos artistas com a região, para que cada incorporação seja uma mais-valia e um contributo útil para os acervos”. Acrescentando que: “Muitas das vezes, contribuímos com várias obras, de modo a impulsionar a constituição de um novo núcleo de arte no Museu. Foi o caso dos Museus de Reguengos de Monsaraz, Guarda, Barrancos, Mirandela, Olhão, entre outros”. Mas o inverso também acontece, algumas instituições têm dado conhecimento do seu interesse em uma ou mais peças específicas, no sentido de completar o seu espólio. “É o caso da vista anterior ao terramoto de 1755 intitulada “Entrada solene em Lisboa”, do Núncio Apostólico Monsenhor Giorgio Cornaro, que foi incorporada no circuito expositivo permanente do Museu dos Coches, em Lisboa”, conclui Paulo Tomé.

Neste momento, para além de alguns Museus emblemáticos de Lisboa, como o Museu Nacional dos Coches, Museu Nacional de Arte Antiga ou Museu Arpad Szenes-Vieira da Silva, já podem ser vistas obras da Colecção de Pintura do novobanco em museus de Castelo Branco, Guarda, Guimarães, Setúbal, Caldas da Rainha, Figueiró dos Vinhos, Lisboa, Viseu, Torres Novas, Óbidos, Faro, Beja, Évora, Portalegre, Crato, Chaves, Vila Franca de Xira, Aveiro, Lamego, Braga, Leiria, Ourique, Lousã, Viana do Castelo, Mirandela, Olhão, Barrancos, Barcelos, Reguengos de Monsaraz, Covilhã e também Madeira e Açores (Ponta Delgada e Angra do Heroísmo). 

Manuel Amado | 1938-2019 Portugal
Janela com grades, 1990

No âmbito deste projecto de partilha com a sociedade do seu património artístico e cultural, até ao final deste ano, está prevista a incorporação de mais algumas obras da Colecção de Pintura em museus. 

De referir que todas as obras estão também disponíveis ao público numa plataforma ‘online’  (https://novobancocultura.pt/acervos/pintura/), onde é possível encontrar um texto informativo sobre cada uma das peças, bem como um roteiro que percorre todos os museus, de norte a sul do país, onde se encontram obras desta colecção.

Fotografia, Livros e Numismática 

Para além da Colecção de Pintura Contemporânea, o novobanco integra mais três colecções: fotografia, livros e numismática, que não estão incluídas no programa de descentralização, mas fazem parte do acervo visitável do novobanco, na Praça Marquês de Pombal, em Lisboa. Também podem ser vistas no site novobancocultura.pt e através de várias exposições nacionais e internacionais, casos do MAAT e ou Museu do Dinheiro.

A Colecção de Fotografia Contemporânea do novobanco tem hoje para cima de mil obras de mais de 300 artistas de 38 nacionalidades, incluindo portugueses, representando uma ampla gama de gerações e origens.

Tudo começou em 2004, com a aquisição de um conjunto de obras de Cindy Sherman, “Untitled” (2004); Thomas Struth, “Shanghai Panorama” (2002); Jeff Wall, “A Woman with a Covered Tray” (2003); e Candida Höfer, “Rijksmuseum Amsterdam II” (2003).

Actualmente a colecção de Fotografia no novobanco, premiada e reconhecida internacionalmente, é uma das mais importantes colecções de fotografia da Europa e entre as 80 melhores colecções corporativas do mundo que integra os artistas portugueses e internacionais de referência. 

Em 2011 recebeu a galardão do “Prémio Colecção Corporativa” da ARCOMadrid, em 2014 entra no ‘ranking’ das 100 melhores colecções internacionais do mundo, passando, em 2015, para o núcleo ainda mais restrito das 80 melhores colecções corporativas do mundo pela Global Corporate Collection. Em 2018 é premiada no Parlamento Europeu com o International Corporate Art Awards: “For the Outdtanding Photography Collection of 21st century living”.

A Biblioteca de Estudos Humanísticos é outra colecção sob a tutela do novobanco Cultura, que conta no seu acervo com cerca de 1100 livros antigos – títulos impressos no século XVI como “Utopia”, de Thomas Moore, e outras obras raras como uma edição de “Os Lusíadas”, comentada por Manoel Correa, em 1613, e ainda cartas régias de D. Afonso V e D. Manuel, entre muitas outras. A biblioteca privada do professor e investigador da cultura portuguesa e europeia José Vitorino de Pina Martins, também integra este espólio desde a sua aquisição, em 2008, estão hoje à fruição do publico e dos investigadores na Biblioteca da Universidade de Letras da Universidade de Lisboa.

Também na Numismática, o novobanco marca pontos, sendo mesmo reconhecida como a mais relevante coleção de moedas nacionais. Adquirida a Carlos Marques da Costa, em 2007, é composta por cerca de 13 mil moedas, cunhadas em território que é ou foi português, desde um período pré-nacional até à implantação da República.

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