Sexta-feira, Maio 20, 2022

Portugal = Futuro

André Coelho Lima, Deputado e Vice-Presidente do PSD

1- Refletir sobre as Eleições Legislativas mais de uma semana após a sua realização deve ser falar já muito mais de futuro do que de passado. Projetar mais do que analisar. Há não obstante uma parte mais romba da análise que não pode, ainda assim, deixar de ser feita. E que se faz em passos simples.

2- Por um lado os portugueses censuraram a reprovação do Orçamento’22, tendo ficado claro que não pretendiam que a legislatura tivesse sido interrompida e com isso castigaram os partidos que viram como responsáveis pelo chumbo do OE’22. Deu-se a repristinação do “efeito PRD” naquela que foi, porventura, a maior transferência de voto útil à esquerda da História Democrática Portuguesa.

3- A direita obteve a sua maior expressão numérica e percentual de sempre o que ainda assim não impediu o PSD de se afirmar, ao centro, como a única alternativa do governo. Apesar da maior expressão eleitoral de sempre à sua direita e de uma maioria absoluta imediatamente à sua esquerda, o PSD consegue 30% do eleitorado, crescendo no espaço da social democracia e por essa via mantendo a representação de 1/3 do eleitorado português. O que fica para memória futura é que 72% dos portugueses escolheram os partidos moderados, de centro-esquerda e de centro-direita.

4- O PS tem agora todas as condições para governar o País em pleno cumprimento do seu programa. E Portugal não pode falhar! Portugal não pode continuar a aumentar o salário mínimo ao mesmo tempo que aumenta (triplica) os trabalhadores remunerados pelo salário mínimo. Portugal não pode subir o salário mínimo em 39% ao mesmo tempo que o salário médio aumenta apenas 6,2%. Portugal não pode continuar a ser dos três países da Europa com maior número de trabalhadores precários (22% dos trabalhadores portugueses são precários). Portugal não pode continuar a descer nos índices de competitividade europeus, ano após ano, sendo ultrapassado por países de leste, entrados no projeto europeu apenas em 2001 quando nós já “andamos nisto” há 36 anos…

5- Tem o Governo todas as condições para fazer com que Portugal deixe de ser um projeto adiado. Condições únicas e dificilmente repetíveis. Não as podemos desperdiçar.

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