Domingo, Julho 21, 2024

Construindo o futuro

António Cunha Vaz, Presidente da CV&A

A Cunha Vaz & Associados, também conhecida como CV&A, celebra o seu 20º aniversário no dia 15 de Junho de 2023. Durante as últimas duas décadas, a CV&A estabeleceu-se como uma empresa líder em consultoria de comunicação, especialmente focada em consultoria de comunicação institucional e assuntos públicos em Portugal, com presença na África de língua portuguesa e Brasil.

Desde a sua criação, a CV&A está na vanguarda da comunicação corporativa e financeira, oferecendo aos clientes consultoria estratégica e soluções inovadoras para navegar em ambientes de negócios complexos, lidando com o mais diverso género de partes interessadas. Fruto do seu compromisso com a excelência, a CV&A tem sido consistentemente reconhecida como um ‘player’ de referência no sector.

Ao longo dos anos, a CV&A trabalhou com um vasto leque de clientes, incluindo as maiores empresas nacionais, empresas multinacionais, agências governamentais e ONGs. A sua experiência em gestão de reputação, comunicação de crise e engajamento de partes interessadas ajudou os clientes a atingir os seus objetivos e construir relacionamentos duradouros com os seus ‘stakeholders’.

Olhando para o futuro, a CV&A mantém o compromisso de oferecer o mais alto nível de serviço aos seus clientes e expandir a sua presença nos principais mercados. Com uma talentosa equipa de profissionais e um histórico de sucesso, a CV&A está pronta para continuar a sua trajectória de crescimento e causar um impacto positivo no cenário dos negócios por muitos anos.

Afinal, a CV&A celebra 20 anos e é com orgulho que lidera o mercado em facturação, lucros e EBITDA, com apenas 32 trabalhadores.

  • Em 2022 apresentámos mais de dez milhões de euros de facturação — apenas 2,5% com origem no Estado central, regional, local e empresas públicas — e três milhões de euros de lucro (dos quais 10% são distribuídos aos colaboradores e 5% destinados a donativos à sociedade civil – cultura, desporto e obras sociais).
  • Na cultura, no desporto e no apoio às crianças do mundo, nenhuma outra empresa do sector investe como a CV&A. Patrocinamos a selecção portuguesa de rugby — LUSITANOS —, e apoiámos em exclusivo a oferta de uma obra de Vhils, Alexandre Farto, à Embaixada de Portugal no Japão. Apoiamos o IPDAL e a Casa da América Latina. Somos membros da UN Global Compact Network e do BCSD Portugal. As crianças sempre foram alvo da nossa atenção. Quando apoiámos a Acreditar, quando equipámos com leitores de DVD a ala pediátrica de Santa Maria, quando fomos patrocinadores da Raríssimas, quando apoiámos projectos dedicados a crianças na Guiné-Bissau e em Angola ficámos sempre gratos por terem deixado que colaborássemos. Nunca o anunciámos. Mas os nossos colaboradores merecem que, nestes vinte anos, se saiba que contribuem para a sociedade em que desenvolvem actividade. No dia deste vigésimo aniversário são as crianças ucranianas refugiadas em Kyiv que merecem o nosso apoio.
  • Ainda em 2022, a CV&A tornou-se na primeira consultora certificada pela DGERT para dar formação em comunicação, o que nos permite uma diferenciação da qual nos orgulhamos. Ao mesmo tempo subscrevíamos as plataformas BCSD e UNGNP assegurando medidas para que, também a CV&A, contribuísse de forma sustentável para o desenvolvimento da economia em que se insere.
  • E agora, no âmbito da comemoração dos 20 anos, a Nova School of Business and Economics e a CV&A anunciaram a criação do programa de formação de executivos “Leadership and Crisis Management”.

São duas décadas a contribuir para o sucesso das pessoas, instituições e empresas que nos escolheram ter a seu lado. Este é o ADN da CV&A, escrito pelas suas pessoas, com a ajuda dos seus fornecedores e pensado para servir os seus clientes.

As conferências CV&A que agora são retomadas começaram quase no início da actividade da empresa. Sempre pensámos que trazer o pensamento do Mundo ao nosso País era dar seguimento ao que os portugueses de Quinhentos fizeram quando “…por mares nunca dantes navegados…” se aventuraram mar fora e, apesar de tanto “… do seu sal serem lágrimas de Portugal.”, souberam trazer outras culturas até nós, enriquecendo-nos, ao mesmo tempo que deixavam noutras paragens as sementes de um País maior que o seu próprio território. “As Relações Ibéricas e o Contexto do Diálogo Transatlântico”, pelo ex-primeiro-ministro espanhol José Maria Aznar, a Conferência “Leadership: Taking Charge”, com o general norte-americano Colin Powell, seguindo-se “The International Economy Today: Challenges and Opportunities” por John W. Snow., antigo Secretário do Tesouro dos Estados Unidos e a tão em voga palestra “Uma Verdade Inconveniente”, pelo antigo vice-presidente dos Estado Unidos, Al Gore foram marcos de um ciclo que estava para durar. “The Economic Development and the World Peace”, pelo ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, “Embracing our Common Humanity”, pelo antigo presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton e “Chanllenging Poverty: The Growth of Microcredit”, por Muhammad Yunus, banqueiro e professor de Economia indiano e pai do micro-crédito, iniciativa que lhe deu a distinção como Prémio Nobel da Paz foram as conferências seguintes. Para além destes, outros brilhantes oradores se seguiram, como Mário Monti, Gerard Schroeder, que falou sobre “A Crise Europeia e as Reformas Necessárias”, David Plouffe, estratega de marketing político norte-americano e o homem que comandou a primeira campanha para a eleição do presidente Barak Obama ou Álvaro Uribe, ex-presidente da Colômbia e visto como o homem que recolocou o País no mapa mundial com o tema “The Rise of the South American Emerging Markets”. Os jornalistas de referência tiveram o seu lugar no ciclo de conferências com “Portugal: ameaça ou Oportunidade”, que teve a participação de Raphael Minder (Herald Tribune), Wolfgang Münchau (Financial Times) e Raul Llores (Folha de São Paulo), quadros de três dos mais prestigiados jornais mundiais.

O escritório do Porto, no extraordinário Palácio da Bolsa, sempre com o apoio da Associação Comercial do Porto, foi palco do Primeiro Ciclo das Conferências do Palácio, sob o lema “O Mundo visto do Porto: a política externa de alguns dos grandes protagonistas da diplomacia mundial explicada pelos próprios”. O Segundo Ciclo teria por lema “A Economia vista pelos Empresários” e ambos deram origem a livros que mostram bem a importância de trocar ideias. O III Ciclo das Conferências do Palácio: “A Economia Portuguesa vista pelos Reguladores” foi, também ele, um sucesso e o IV Ciclo das Conferências do Palácio, “A Economia sob o olhar dos Grandes Economistas”, fechou este período com chave de ouro.

Os vinte anos de existência agora comemorados são o espelho dos seus Clientes, Fornecedores e, claro, Colaboradores. O percurso da empresa sempre foi coerente, mas o mercado tem curvas de crescimento e retracção, Portugal e outros mercados em que a empresa opera viveram momentos cíclicos distintos – politica e economicamente – e a saúde financeira hoje existente teve momentos menos bons entre os anos 2012 e 2015. Um negócio com risco mal calculado num mercado externo e as convulsões resultantes da falência de um banco e das empresas com ele, directa ou indirectamente, relacionadas levaram a CV&A a tomar medidas drásticas para poder sobreviver. A empresa contou, então, com o apoio dos Bancos com os quais tinha relação comercial, de alguns fornecedores e, sempre, dos colaboradores.

O balanço geral, destes vinte anos que agora celebramos, é de um crescimento forte e sustentado, tanto em número de clientes como no que aos valores fundamentais respeita. A variedade de serviços prestados e a preponderância dos mesmos no volume de negócios foi variando, assim como o peso dos mercados internacionais foi reflectindo a forma como a gestão soube responder, mais ou menos bem, às exigências de cada cultura. Os pesos da comunicação de produto, da comunicação institucional, com a sua vertente financeira, da comunicação política, da mudança para formas e métodos adequados ao mundo digital, foram-se adaptando aos tempos vividos com o surgimento dos assuntos públicos com maior presença nos últimos anos e com tendência a aumentar.

A empresa, que iniciou a sua actividade em Lisboa, conta hoje com cerca de 32 pessoas, tem escritórios em Lisboa, no Porto, no Funchal, em Luanda, em Maputo e em São Paulo, sendo membro da rede H/Advisors (a nova marca do Grupo Havas para o sector de Public Relations) e assegurando, assim, serviços em muitos mais países de todos os continentes.

Nos vários anos de vida, a empresa esteve presente nas maiores operações financeiras realizadas no país, tanto no ‘buy side’ como no ‘sell side’ – destacando-se a OPA do Grupo Sonae sobre a então PT, que só não teve sucesso por interferência política –, liderou sempre a comunicação de desporto, sendo a consultora de comunicação e marketing fora do estádio do Euro 2004, numa importante parceria com a UEFA, que viria a revelar-se um verdadeiro pilar para outros serviços entretanto prestados nesta área. O acompanhamento estratégico do Sport Lisboa e Benfica constituiu, em paralelo, um dos importantes marcos nos serviços de relações públicas e de aconselhamento estratégico da empresa. A empresa continuou a acompanhar nos anos seguintes a UEFA na organização da comunicação e marketing fora dos estádios dos Europeus de Sub21, de Futebol Feminino, de Futsal, de Futebol de Praia, Liga dos Campeões e Liga das Nações.

Em conjunto com a sua parceira espanhola, Grupo Albion, assessorou a comunicação financeira e de marketing no processo de aquisição, pela Ferrovial, da British Airport Authority que gere os aeroportos britânico de Heathrow e Gatwick, entre outros.

Internacionalmente, a Cunha Vaz & Associados foi a empresa contratada pela Conferência Episcopal de Angola e São Tomé para coordenar todas as actividades de organização, logística e de comunicação referentes à visita apostólica de Sua Santidade, o Papa Bento XVI, a Angola e um ano depois a Cunha Vaz & Associados é escolhida, pelo Estado Angolano e pelo Comité Organizador do Campeonato Africano das Nações, para a realização das cerimónias de sorteio, abertura e encerramento desse mega-evento desportivo que foi o CAN 2010.

Segue-se a escolha como a empresa responsável pela organização de todo o evento de apresentação da convocatória da Selecção Nacional para o Mundial 2010 e consultora responsável pela comunicação e assessoria mediática da Viagem Apostólica de Sua Santidade o Papa Bento XVI, a Portugal, seguindo-se a proposta vencedora do concurso de promoção dos Jogos Africanos Moçambique 2011.

Dá-se a primeira intervenção no mundo da política internacional, com a CV&A a prestar assessoria ao MpD (Movimento para a Democracia) de Cabo Verde, que vence as eleições autárquicas, reforçado o número de mandatos e o número de votos expressos. Seguir-se-iam duas campanhas presidenciais vitoriosas em Cabo Verde, três intervenções semelhantes na Guiné-Bissau e diversas participações em campanhas legislativas regionais e autárquicas nacionais que muito nos orgulham. Não ganhamos eleições. Isso é trabalho dos políticos. Colaboramos nas campanhas eleitorais e como nem só de vitórias se fazem as campanhas – e uma das que mais nos orgulhamos foi aquela em que estivemos com António Carmona Rodrigues em que o nosso candidato não foi eleito. A última campanha política em que a CV&A teve intervenção foi em Israel, apoiando o partido “New Hope”, moderado, que perdeu as eleições, mas que nos deu a conhecer uma realidade que desconhecíamos até à data.

Terminamos com os nossos números oficiais:

  • Facturação: €10.028.849,43 (dez milhões, vinte e oito mil, oitocentos e quarenta e nove euros e quarenta e três cêntimos).
  • Número de colaboradores: 32 (trinta e dois)
  • Lucro antes de impostos: €3.113.062,66 (três milhões cento e treze mil e sessenta e dois euros e sessenta e seis cêntimos).
  • EBIT: €3.212.182,10 (três milhões, duzentos e dezoito mil, cento e oitenta e dois euros e dez cêntimos)
  • EBITDA: €3.136.368,85 três milhões, cento e trinta e seis mil, trezentos e sessenta e oito euros e oitenta e cinco cêntimos)

Portugal e os restantes países em que operamos têm progredido muito face a um passado recente e com menos de cinquenta anos. Mas muito há a fazer. Mãos à obra, pois! Contamos com todos para olhar o amanhã com optimismo. Num tempo de mudança global, num momento de incerteza na política internacional, que se vai reflectindo na economia em que nos movemos, todos os esforços são poucos para assegurar a construção de um futuro sustentável, com respeito pela história dos povos, sem julgamentos do passado e com a exclusiva preocupação de ajudar a construir um mundo justo para todos.

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