Sexta-feira, Setembro 24, 2021

Game changer?

Cristina Ramos, Consultora em Comunicação

Como Winston Churchill dizia: “A pessimist sees the difficulty in every opportunity; an optimist sees the opportunity in every difficulty.”

O início de 2020 transformou o mundo! Indústrias, organizações e negócios tiveram que se reinventar e uma das indústrias que mais sentiu, e sente, o impacto é a dos Eventos. Em todos os cantos do mundo os eventos físicos pararam e cada continente, região ou país tentou (e tenta ainda) redescobrir-se, à sua maneira e seguindo os seus instintos.

No Médio Oriente, num país Muçulmano em que quase todas as religiões, culturas e nacionalidades coabitam como a sincope de uma orquestra, o Dubai, adaptou-se, com a mesma sobrevivência e resiliência que tem vindo a demonstrar nas últimas décadas, e tomou medidas para garanti que o ritmo da música se mantém.

No final de Março de 2020, a entrada em ‘lockdown’ surpreendeu o país criando um clima de incerteza, e o maior impacto sentiu-se quando a EXPO 2020 anunciou o adiamento para 2021. O impacto desta decisão foi estrondoso, mas a opinião de governantes, patrocinadores e todos os envolvidos foi unânime, a saúde mundial é, e deverá ser sempre, a maior preocupação e prioridade.

Nessa altura, a indústria dos eventos continuou o ‘rollercoaster’ e começaram os despedimentos, redução de salários, fecho de empresas, e surgiu um grande ponto de interrogação sobre o futuro dos eventos físicos e a sustentabilidade de muitas empresas de eventos.

A verdade é que, se por um lado, no Dubai a envolvência do Estado tem pouco impacto na sobrevivência das empresas, as linhas de crédito empresariais são bastante rigorosas e difíceis de conseguir, a concorrência é global e inumerável e as leis laborais são desafiantes.

Por outro, o país posicionou-se nos últimos anos na linha da frente na criação de infraestruturas digitais que permitem às empresas uma transferência eficaz para os canais ‘online’. O sistema de saúde é robusto e rigoroso garantindo aos cidadãos, turistas e residentes uma segurança (física e psicológica) que é difícil de sentir noutro país no mundo. A título de curiosidade, actualmente, segundo fontes oficiais, o número aproximado de casos do COVID nos UAE- 9,631 milhões de habitantes, é de 218,766 e em Portugal é de 446,606).

As empresas, as marcas e as pessoas podem garantir o futuro e sustentabilidade da indústria aprendendo e adaptando o exemplo do Dubai, que através das medidas que tem instaurado, está a impulsionar a retoma dos eventos mais cedo do que noutros países, nomeadamente na Europa.

É claro que o facto da Expo 2021 estar à porta incentiva o Emirado a ser mais proactivo, diligente, não só em relação aos eventos, mas também em relação ao Turismo e Saúde. A actual situação é tão complexa como volátil e inesperada, mas os UAE, e em particular o Dubai, vão estar na linha da frente para garantir que a Expo 2021 seja um sucesso e um dos eventos mundiais mais marcantes de 2021.

Em 2021, para a indústria dos eventos voltar a ganhar rigor é importante que os eventos físicos voltem a ser preponderantes, reganhem a relevância e importância para a economia e que as grandes multinacionais voltem a investir nos eventos, tendo a certeza, porém, que os eventos híbridos vieram para ficar.

No Dubai e na região, as empresas e instituições têm feito um investimento considerável nos eventos híbridos, combinando os eventos físicos com a componente virtual, garantindo uma avaliação muito mais criteriosa e significativa, para pouco a pouco a Orquestra voltar a tocar com casa cheia na Opera do Dubai.

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