Domingo, Fevereiro 25, 2024

“A sustentabilidade representa não só grandes desafios como também importantes oportunidades”

Luísa Soares Silva | Chief Legal Compliance Office do NOVO BANCO

A sustentabilidade está incorporada na estratégica do novobanco, na nossa missão de gerarmos impacto positivo para a sociedade, e em contribuirmos para a promoção de práticas de investimento sustentável, com o propósito de acelerar o processo de transição para uma economia neutra em carbono. O ESG (Environmental, Social, Governance) enquanto “expressão financeira” da sustentabilidade, está presente no modelo de negócio do novobanco, nas nossas métricas, e é uma das nossas prioridades. Para além do enquadramento regulatório, que cada vez mais exige a consideração de fatores ESG, temos a responsabilidade social de reorientar os fluxos de capital para investimentos sustentáveis e de ativamente contribuir para uma sociedade que promova a sustentabilidade e contribua para um futuro mais verde e inclusivo. E este objetivo está presente quer nas nossas práticas internas, valores e políticas, mas também, e cada vez mais, na relação com os nossos clientes ao nível dos produtos e serviços, bem como na avaliação de risco.

Ao nível do financiamento estamos muito comprometidos em ajudarmos os nossos clientes na sua jornada de transição e transformação dos seus modelos de negócio e processos produtivos. Este apoio consubstancia-se através da disponibilização de linhas de crédito e de produtos específicos que já temos para o financiamento de investimentos nas áreas de eficiência energética, energias renováveis, economia circular ou processos produtivos mais eficientes, e também através de parcerias que estabelecemos com terceiras partes que podem apoiar os nossos clientes na análise técnica e ajudar a encontrar as melhores soluções para a adaptação do seu negócio e implementação dos seus programas de transição.

O nosso posicionamento perante o ESG é estrutural, tem objetivos ambiciosos e materializados, acompanhados mensalmente num modelo de governo interno estabelecido para o efeito e impacta a nossa cadeia de valor, os nossos colaboradores, os nossos fornecedores, os nossos clientes e as comunidades que servimos. Temos o firme propósito de pautarmos as nossas práticas de negócio pela urgência de contribuirmos para uma economia mais sustentável, porque acreditamos que este posicionamento também cria mais valor para a organização no longo prazo e a prepara melhor para futuros possíveis riscos climáticos, ambientais e sociais.

Esta materialidade consubstancia-se também no nosso “Modelo de Dividendo Social” que reflete a forma como abordamos as nossas prioridades de sustentabilidade e ESG, os nossos compromissos e o nosso impacto positivo. O “Dividendo social 2022 – 2024” integra as três dimensões da sustentabilidade: ambiental, social e de governo corporativo, quer no modelo de negócio, quer na cultura do banco. Definimos três programas – Ambiente, Bem-estar social e financeiro e Banca Responsável – e estabelecemos iniciativas, indicadores a acompanhar e 15 objetivos muito concretos para cada um destes programas, que refletem os nossos compromissos com a sustentabilidade e são acompanhados e comunicados publicamente todos os trimestres. Por exemplo, temos o compromisso de financiamento a empresas cuja atividade económica principal ou projeto esteja alinhado com os objetivos da Taxonomia Europeia (linguagem criada pela CE para definir os critérios para classificação das atividades que contribuem para dar resposta aos desafios climáticos e ambientais, disponibilizando a empresas e investidores, um conjunto de critérios de classificação objetivos, que permitem identificar).

Os desafios são enormes e exigem uma cultura empresarial de maior responsabilidade social e corporativa. Já no curto prazo, temos objetivos bastante ambiciosos para o ano de 2023, em particular, na incorporação de fatores de sustentabilidade na nossa aferição de riscos e na avaliação dos nossos clientes e carteira de crédito.

Queremos corresponder às expetativas dos nossos clientes e restantes stakeholders, e ao papel catalisador que se espera dos bancos na transição para economia sustentável, neutra em carbono, contribuindo para o cumprimento dos desígnios económicos e planos de ação para o clima nacionais e europeus, e acreditamos que podemos ser o fio condutor entre estes diversos participantes na prossecução desses objetivos.

(Texto escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico)

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