Sexta-feira, Julho 1, 2022

“A Ucrânia pertence ao mundo ocidental, não ao mundo russo”

Fotos: Fernando Piçarra

Entrevista a Inna Ohnivets, Embaixadora da Ucrânia em Portugal

Ricardo Santos Ferreira

Quando esta edição da PRÉMIO estiver a ser distribuída, cumprem-se 100 dias desde o início da invasão generalizada da Ucrânia pela Rússia, mas não da guerra, que começou mais cedo, em 2014, com a anexação da península da Crimeia pela Federação russa, e pelo início do conflito do Donbass. Por isso, a evolução do conflito marcou todo o tempo que Inna Ohnivets leva como embaixadora da Ucrânia em Portugal, ela que chegou a Lisboa no final de 2015. Em entrevista, explica os efeitos da guerra de larga escala provocada pela invasão russa da Ucrânia, também na cultura, fala da resposta portuguesa e sobre a integração de uma comunidade de migrantes que é já a segunda maior em Portugal. O futuro, esse quer construído a olhar para a Europa e não para o Leste.

Quando veio para Portugal, no final de 2015, já existia um conflito real entre a Rússia e a Ucrânia, porque um ano antes, em 2014, a Crimeia foi anexada pela Rússia e tiveram início os conflitos na região do Donbass. A guerra com a Rússia fez sempre parte da sua agenda como embaixadora em Portugal, foi sempre uma prioridade na relação com as autoridades portuguesas?

Quando cheguei a Portugal, a guerra entre a Ucrânia e a Rússia continuava e eu precisava de falar com o Governo português sobre este tema. E posso dizer que este tema foi prioritário para o governo ucraniano, porque nessa altura precisávamos do apoio internacional para resolver, por meios pacíficos, o conflito militar e, também, para abordar o problema da desocupação da Crimeia.

Claro que quando a Rússia desencadeou uma guerra em grande escala [contra a Ucrânia], no dia 24 de Fevereiro deste ano, a situação agravou-se e podemos ver um apoio fortíssimo à Ucrânia e todos os povos percebem muito bem que o povo ucraniano sofre muito com a invasão russa, que é injusta e sangrenta. E também podemos ver as atrocidades das tropas russas na região de Kyiv e de Chernihiv e outras. Durante muito tempo, o povo ucraniano sofreu com os bombardeamentos do regime de Moscovo. Foi visível.

O que mudou na reacção dos agentes internacionais? Uma coisa foi o que aconteceu em 2014 e que se manteve até agora, outra diferente, na reacção, é a invasão em Fevereiro deste ano. Como vê esta mudança? Antes era mais difícil explicar que existia já uma situação de conflito?

Durante estes oito anos da guerra na Ucrânia, a Rússia utilizou as expressões “guerra civil” ou “conflito interno entre ucranianos” para tentar enganar a comunidade internacional, enquanto a Ucrânia fazia todos os esforços para mostrar a situação real. Durante este período, durante estes oito anos, as tropas russas mataram mais de 14 mil ucranianos.

Posso dizer que o Governo português sempre apoiou a posição ucraniana e que também outros parceiros europeus sempre estiveram com a Ucrânia, e, por isso, introduziram as sanções contra a Rússia; mas alguns governantes, de diferentes países, também defenderam – ao longo do tempo – ser necessário alterar a situação e abandonar as sanções. Na realidade, era necessário estabelecer sanções mais fortes, mais severas contra a Rússia.

A Rússia usou esta situação, porque podia comunicar como outros países ocidentais e não sofrer muito com as sanções económicas, e, por isso, a Rússia, e concretamente [Vladimir] Putin, [presidente da Rússia], decidiu que é possível tomar mais uma parte da Ucrânia e, também, ameaçar o mundo ocidental.

Agora, quando a Ucrânia não permitiu à Rússia capturar o país durante três dias, como Putin planeou, e quando registamos avanços na linha da fronteira com os russos, e quando temos resultados positivos com a libertação de diversas regiões ucranianas dos invasores russos, podemos mostrar a todo o mundo a nossa força e mostrar que podemos conter o regime autoritário da Rússia.

“OS UCRANIANOS PARTILHAM OS VALORES DEMOCRÁTICOS COM OS PAÍSES OCIDENTAIS E, POR ISSO, ESTÃO INSCRITAS NA NOSSA CONSTITUIÇÃO AS POSIÇÕES SOBRE A ADESÃO, NO FUTURO, À UNIÃO EUROPEIA E À NATO.”

A invasão russa acabou com a discussão sobre se a Ucrânia teria maior apetência para se virar para a Rússia ou para a Europa Ocidental? Esta guerra acabou com as dúvidas?

Os ucranianos partilham os valores democráticos com os países ocidentais e, por isso, estão inscritas na nossa Constituição as posições sobre a adesão, no futuro, à União Europeia e à NATO [Organização do Tratado do Atlântico Norte, NATO, na sigla em inglês]. Isto significa que o povo ucraniano já decidiu sobre este assunto, já decidiu onde está a Ucrânia, se no mundo ocidental, se no “mundo russo”.

Esta guerra desencadeada pela Rússia mostrou que o “mundo russo” é o mundo dos assassinos, um mundo de atrocidades e de crimes de guerra, e é claro que não queremos viver neste mundo terrível; gostaríamos de viver no mundo da democracia e da liberdade, porque, para os ucranianos, a liberdade é um valor principal.

O futuro passa pela Europa?

Este tema da perspectiva europeia da Ucrânia é muito importante para nós. A Ucrânia tem as aspirações europeias e quer adquirir o estatuto de candidato à adesão à União Europeia já em Junho deste ano, agora.

Segundo dados de uma sondagem realizada no final de Março – a 30 e 31, [já depois do início da guerra em larga escala] – uma pesquisa feita pela Rating [uma empresa ucraniana de sondagens e pesquisa, independente], cerca 91% dos ucranianos apoiam a adesão da Ucrânia à União Europeia. E, de acordo com os estudos de opinião dos residentes na União Europeia, realizadas no âmbito do Eurobarómetro [instrumento oficial de estudos de opinião na UE], divulgados a 5 de Maio deste ano, 66% dos cidadãos dos Estados-membros da União Europeia concordam que a Ucrânia deve aderir à União Europeia.

Aproveitando esta oportunidade, gostaria de expressar, em nome do povo ucraniano, a profunda gratidão ao povo português, uma vez que o mais alto nível de apoio à perspectiva da Ucrânia integrar a União Europeia foi registado em Portugal – 87% dos portugueses que participaram neste inquérito apoiaram o futuro europeu da Ucrânia. E isso significa que temos em Portugal os amigos verdadeiros e muito sinceros.

A Ucrânia espera uma avaliação positiva por parte da Comissão Europeia do seu pedido de adesão à União Europeia. Posso dizer que esta é uma questão vital para o nosso país e que é muito simbólica, porque ao concordar com a nossa posição e com o nosso pedido de adesão, a União Europeia vai mostrar à Rússia que a Ucrânia pertence ao mundo ocidental, não ao “mundo russo”.

Olhando para o esforço de guerra, como vive e procura participar nesse esforço, estando em Portugal, longe da Ucrânia, onde se desenrolam as batalhas, no terreno? Como se torna possível participar?

Os ucranianos precisam do apoio dos outros povos do mundo ocidental e, nomeadamente, do apoio dos portugueses.

Nesta situação, para sermos fortes, para os ucranianos se sentirem fortes, isso significa ter armas, e, por isso, pedimos armas, pedimos armamento ao Governo português. Posso dizer que temos tido este apoio, que temos tido acesso a armamento; foi concretizado o fornecimento de armamento por muitos países europeus e, também, por Portugal, e isso vai ajudar-nos a salvar muitas vidas de ucranianos.

Além do armamento, tem havido resposta das autoridades portuguesas, por exemplo, com financiamento e com o exercício da capacidade de influência na União Europeia?

As autoridades portuguesas têm apoiado muito a Ucrânia, não só com o fornecimento de armamento, mas também com ajuda humanitária e, por exemplo, com apoio em produtos alimentares.

E não é só o Governo, porque também tenho de agradecer às câmaras municipais, por exemplo, de Lisboa, de Cascais, de Braga e de outras cidades que participaram muito activamente na assistência humanitária aos ucranianos.

Foram realizadas também as reuniões no formato videoconferência, com presidentes das câmaras municipais, por exemplo, de Cascais e de Espinho, para poderem falar sobre a ajuda possível a cidades ucranianas, como Irpin e Bucha, que sofreram muito com a invasão russa.

No futuro, também será possível às câmaras portuguesas participarem na reconstrução das cidades ucranianas.

Gostaria também de destacar o apoio na questão de acolhimento dos refugiados ucranianos, porque mais de 36 mil ucranianos vieram para Portugal, pedindo o estatuto de protecção temporária. E o Governo português concretizou o programa para os refugiados ucranianos, que permite, por exemplo, a possibilidade de acederem, gratuitamente, a serviços de adaptação linguística, tratamento, comunicação e educação das crianças e apoio na procura de emprego.

O Ministério da Educação de Portugal criou, também, um projecto especial na televisão, na RTP, para permitir às crianças ucranianas estudarem a língua portuguesa. Pela nossa parte, também temos interesse, no futuro, em concretizar este projecto na Ucrânia, porque os ucranianos que vivem na Ucrânia também gostariam de estudar a língua portuguesa, a língua de Camões, que é uma língua muito, muito bonita.

A comunidade ucraniana já tinha uma presença relevante em Portugal, mas passou a ser a segunda maior, com a guerra. Essa integração tem sido fácil? O histórico de migração é relevante nesse processo?

A comunidade ucraniana está integrada em Portugal há mais de 20 anos e posso dizer que, para os ucranianos, Portugal é uma segunda pátria, e, por isso, os membros da comunidade vivem em Portugal com muito gosto. As crianças ucranianas frequentam as escolas portuguesas.

Aqui, os ucranianos procuram, também, preservar as suas tradições, porque temos uma cultura muito, muito rica, e, por isso em Portugal, há muitos anos que funcionam os centros ucranianos para crianças. Dou um exemplo: recentemente, fui convidada por uma escola que funciona em Cascais, para um evento em que esteve também um representante da Fundação Calouste Gulbenkian, o Dr. Pedro Calado, um evento cultural em que tive a oportunidade de comunicar com as crianças ucranianas que são alunos desta escola. Nesta escola funcionam aulas de dança, onde as crianças ucranianas têm a oportunidade de praticar as danças ucranianas e, também, as portuguesas. A escola, agora, tem mais de 250 alunos, juntamente com as crianças que chegaram a Portugal, vindas da Ucrânia, e isso significa que existe um grande interesse dos ucranianos para estabelecerem contactos com os refugiados ucranianos que chegaram recentemente, para ajudá-los, para também criarem novos projectos, para realizarem novos eventos juntamente com a comunidade portuguesa.

Referiu a cultura. O que sabemos é que a cultura, numa situação e guerra, é também vítima, não só pela destruição de obras, mas também pelo condicionamento de histórias e tradições. Tem sido possível proteger a cultura na Ucrânia?

A guerra tem tido um custo cultural significativo. Posso dizer que, dado o bombardeamento contínuo das cidades ucranianas pelas tropas russas, todos os tesouros culturais e patrimoniais da Ucrânia correm risco. Por exemplo, o memorial do holocausto de Drobytsky Yar, próximo de Kharkiv, que visa, expressamente, fazer com que não se esqueçam os horrores do holocausto, na II Guerra Mundial, que é um sinal das vítimas desta tragédia humana, foi atacado por mísseis russos nos primeiros dias da invasão da Ucrânia pela Rússia.

Posso dizer que enfrentamos a situação de muitos monumentos históricos ou edifícios culturais e patrimoniais terem sido destruídos, infelizmente.

Depois da libertação do território, da parte do território da Ucrânia [em que a presença de tropas russas era forte], nomeadamente das regiões de Kyiv, de Chernihiv e de Sumy, e, mais recentemente, da região de Kharkiv, como a situação [de conflito] melhorou, podemos já começar a restaurar estes territórios.

Claro que, sem o fim da guerra, não é possível estarmos concentrados neste processo. Por isso, vamos precisar de negociar e de pedir a ajuda da comunidade internacional na resolução desta questão, porque, parar a guerra não depende da Ucrânia. Depende da Rússia e do regime autoritário de Putin pôr fim a esta guerra contra a Ucrânia.

Preservar o nosso património cultural é uma questão muito importante para todos os ucranianos.

Os imigrantes também têm um papel a desempenhar e também trazem a cultura consigo. Podem manter viva a tradição com a promoção de eventos como aquele que referiu. Também têm um papel a desempenhar, nesta situação de guerra?

Claro, os ucranianos que vieram para Portugal e os ucranianos imigrantes que vivem há muitos anos em Portugal também estão envolvidos na preservação da cultura ucraniana e, juntamente com a nossa embaixada, realizaram e têm a intenção de continuar a promover eventos culturais para mostrar a nossa cultura, que é muito rica, e também para a apresentar a nossa história, que é vasta.

A guerra também se faz através da cultura e nós temos visto exemplos de tentativa de implantação de narrativas por parte da Rússia nesse sentido. Como é que se combate isto, a história alternativa que é contada?

O “mundo russo”, no regime autoritário de Putin, é o instrumento principal para espalhar a agressão. Putin declarou que a Ucrânia é uma parte do “mundo russo” e que, por isso, o território ucraniano tem de ser integrado. No entanto, na realidade, o que pretende é, mais exactamente, restaurar a União Soviética. Podemos ver que, no sul da Ucrânia, numa parte do território ucraniano capturado pelos russos foi construído um monumento a Vladimir Lenine, fundador da União Soviética, e isso significa que Putin sonha com a restauração do Império Russo, com a União Soviética.

Putin diz que o povo ucraniano e o russo são o mesmo povo. Também pudemos ouvir comentários de alguns dos líderes europeus, como do presidente de França, Emanuelle Macron, a dizer que os povos russo e ucraniano são irmãos, mas posso dizer que não são; não somos irmãos, somos vizinhos, e, infelizmente, temos um vizinho muito agressivo, um vizinho que quer capturar o nosso território, que quer matar-nos e anunciar que esta terra é sua. Por isso, lutamos pela nossa independência e pela preservação da nossa soberania.

Em relação ao tema da cultura, a cultura ucraniana tem diferenças relativamente à cultura russa. Temos a nossa língua, a língua ucraniana, que tem semelhanças com a língua russa, mas é absolutamente diferente; também é semelhante com a língua polaca ou com a língua bielorrussa, mas não deixa de ser diferente. Isso é normal, porque somos vizinhos e temos uma história muito longa do desenvolvimento dos nossos povos.

Outro dos elementos do “mundo russo” é a Igreja Ortodoxa. Putin declarou que os ucranianos são ortodoxos e, por isso, têm de pertencer ao “mundo russo”, porque isso também não é verdade, porque na Ucrânia temos diferentes religiões, temos muçulmanos e católicos, católicos ortodoxos, judeus, por isso temos uma cultura multinacional e muito rica, muito democrática. Não pertencemos ao “mundo russo” e não queremos viver neste mundo inventado por Putin.

“APROVEITANDO ESTA OPORTUNIDADE,
GOSTARIA DE EXPRESSAR, EM NOME
DO POVO UCRANIANO, A PROFUNDA
GRATIDÃO AO POVO PORTUGUÊS,
UMA VEZ QUE O MAIS ALTO NÍVEL DE
APOIO À PERSPECTIVA DA UCRÂNIA
INTEGRAR A UNIÃO EUROPEIA FOI
REGISTADO EM PORTUGAL – 87%
DOS PORTUGUESES QUE PARTICIPARAM
NESTE INQUÉRITO APOIARAM O
FUTURO EUROPEU DA UCRÂNIA.”

Falou das câmaras municipais e no apoio que estas têm dado. A questão das associações pró-russas que interagiam com os refugiados ucranianos está já ultrapassada? Têm mantido contactos com as autoridades para encontrarem soluções?

Nesta altura, estamos à espera dos resultados da investigação e sobre a situação em Setúbal.

Em Portugal funcionam diferentes associações e entre estas associações estão as sucessoras de Leste, onde estão imigrantes de diferentes nacionalidades, russos, moldavos, ucranianos, entre outras, mas nesta situação, quando, infelizmente, estamos em estado de guerra com a Rússia, alertámos sobre esta situação de russos estarem envolvidos no acolhimento de refugiados ucranianos e informámos [as autoridades].

Mantive conversações com o Governo português, reuniões com diferentes representantes, mas gostaríamos, também, de ter o apoio e a compreensão da parte do Governo português nesta questão.

Referiu estar já a preparar a recuperação do país e a necessidade de agregar apoios internacionais para responder à tarefa. Já estamos nessa etapa, já está a ter conversas com o Governo português por causa disso?

Para já, já temos conversas com os representantes do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal e, também, com câmaras municipais. Posso dizer que a Câmara Municipal de Cascais já iniciou projectos neste sentido e que, agora, vamos começar a preparar projectos para as cidades [ucranianas] que têm geminação [com cidades portuguesas] e vamos solicitar apoio, também, por parte de outras cidades.

Temos a cidade de Braga, geminada com Ivano-Frankivsk, a cidade do Porto tem uma relação aprofundada com Kharkiv, e Lisboa está geminada com Kyiv. Por isso, temos uma base para estabelecer um contacto mais directo entre as cidades, para se desenvolver esta cooperação ao nível das câmaras municipais.

Uma última pergunta, sobre si e o seu futuro. Está há quase sete anos em Portugal. Vai continuar, regressar a casa, partir para uma nova missão de representação? Pensa no futuro, tanto quanto se pode fazê-lo, nesta conjuntura?

A minha intenção é continuar a apoiar a Ucrânia e isso significa que vou usar todas as possibilidades para divulgar informação e esclarecer as questões a quem gostaria de saber mais, neste caso, os portugueses. Actualmente, trabalho aqui, nesta posição, como embaixadora da Ucrânia, o que, na minha opinião, também é um desafio, um desafio real, porque é bastante difícil exercer funções diplomáticas num período de guerra. Mas também é uma grande honra, porque o presidente ucraniano acredita em mim e eu vou fazer tudo o possível para ajudar a minha pátria.

Aqui, sinto solidariedade, um apoio muito forte da parte dos portugueses pela situação que se vive na Ucrânia e é muito importante ter este apoio, neste momento tão trágico para a minha pátria.

Partilhe este artigo:

- Advertisement -
- Advertisement -

Artigos recentes | Recent articles

“Sem o esforço dos privados, o Estado Português não teria conseguido fazer frente à pandemia”

Em entrevista à PRÉMIO, José Germano de Sousa, patologista clínico e presidente do Centro de Medicina Laboratorial Germano de Sousa, falou-nos do seu percurso enquanto médico, passando pelo cargo de Bastonário e do crescimento da sua rede de laboratórios, que se posicionam em termos de análises na área da patologia clínica como o principal ‘player’ nacional do sector, sendo actualmente responsáveis por cerca de 15 a 16% dos testes Covid que se realizam em Portugal.

Tal&Qual: ponto final, parágrafo…

José Paulo Fernandes Fafe, Antigo jornalista, accionista maioritário da empresa proprietária do "Tal&Qual"

“Honne to Tatemae”

Sónia Ito, Arqueóloga e Professora

Mais na Prémio

More at Prémio

- Advertisement -