Sexta-feira, Julho 1, 2022

Vida e trabalhos de Mário Assis Ferreira

Fotos gentilmente cedidas pelo Estoril Sol

Entrevista a Mário Assis Ferreira, Vice-Presidente da Estoril-Sol

Nuno Miguel Guedes

Aos 78 anos de idade Mário Assis Ferreira parece em paz com a vida. Suspeita-se, até: grato. E a vida do ex-Presidente do Conselho de Administração da Estoril Sol é rica e intensa a vários níveis. Desde o seu percurso pessoal até ao seu trabalho como agente cultural em nome da Estoril Sol muito há que contar. Talvez um dia em livro, quem sabe? Esta conversa então é um prefácio que sempre saberá a pouco.

Pego, para início de conversa, numa frase sua e que já a vi publicada em vários lugares: “Não acredito na sorte. O que existe é a ausência do azar”. Quer explicar?

Quando digo que não acredito na sorte é porque penso que a vida não é uma rotina, qual somatório de dias ao sabor de um indulgente acaso a que geralmente chamamos sorte.

E quando afirmo que só acredito na ausência de azar é porque essa ausência exige um “trabalho dos diabos”, um permanente esforço para alcançar um objectivo, um diligente empenho no cumprir de uma missão.

Pois a vida é uma batalha que nos impõe o ensejo de afirmação, o propósito de Ser, a chancela com que, afinal, assinamos a tela que retrata a nossa vida.

Da sua riquíssima vida lembro de um período mais difícil, talvez onde essa ausência de azar estivesse menos presente, que foi o de 1974. Disse que aprendeu muito com essa fase da sua vida.

Um homem está sempre a aprender e 1974 não foi excepção.

Nesse dia, − melhor diria, nessa noite – de 25 de Abril, uma vez mais se demonstrou que a ausência de azar exige exemplo e, não raro, alguma contenção.

Era jurista na Direcção Geral das Contribuições e Impostos e, em função de vários pareceres que escrevi e foram publicados na revista “Ciência e Técnica Fiscal”, o então Ministro das Finanças, Manuel Cotta Dias, convidou-me para seu Chefe de Gabinete, função que acumulei no Gabinete do Secretário de Estado do Orçamento, Victor Coelho.

Por razões de independência política e convicção pessoal, recusei-me a ser formalmente nomeado para essas funções, o que determinou ter sido simplesmente requisitado para as exercer em comissão de serviço.

Trabalhava até altas horas da madrugada e, cerca das 4 da manhã do dia 25 de Abril, fui dos primeiros a saber, através de um telefonema recebido do Rádio Clube Português, que a revolução estava em curso.

Telefonei ao então Ministro e dele recebi o pedido para me manter no Ministério das Finanças até que as tropas chegassem e a elas facultar o que me pedissem.

Chegaram às 9 da manhã e foi ameno o ambiente em que lhes prestei todas as informações que me foram requeridas.

Pelo facto de ser sobejamente conhecido no Ministério das Finanças e ser bem patente a minha independência política relativamente ao regime vigente, continuei a merecer um generalizado reconhecimento, a tal ponto que não apenas mantive as minhas funções de jurista naquele Ministério, como fui designado, conjuntamente com o então Presidente do Banco do Fomento, para organizar e lançar o primeiro empréstimo público da revolução, designado por “Títulos do Tesouro para a Reconstrução Nacional”.

Tive “a ausência de azar” dessa emissão de dívida pública ter sido um êxito, pois esgotou-se no próprio dia do lançamento!

Entretanto chega a sua ligação com o casino. Como foi?

Em meados de 1975 parti para o Brasil onde vivi uma experiência empresarial extremamente aliciante, até porque consegui conciliá-la com vivências culturais e intervenções políticas das quais guardo as mais gratas recordações

Regressei a Portugal, em 1983, para exercer advocacia e trabalhei com um notável advogado, o Miguel Galvão Teles, infelizmente já falecido.

Fomos ambos contactados pelo Stanley Ho que pretendia adquirir uma posição minoritária de 40% na Estoril Sol da qual era vendedor um dos membros da Família Teles.

Gastaria muitas páginas a descrever até que ponto foi acidentada essa aquisição e em que medida surgiram subsequentes traumas na relação com os demais accionistas.

Tentando sintetizar, diria que em função do meu empenho na busca de soluções, Stanley Ho me convidou para o representar na Administração da Estoril Sol.

E, tendo assumido essas funções, bastou um ano para que, de minoritário, Stanley Ho passasse a ser accionista maioritário com pleno controle da gestão.

Foi assim que fui designado como principal responsável do Casino Estoril e encarregado de proceder à sua profunda reformulação estrutural e conceptual.

Não sabia nada de casinos e tive que aprender, ao longo de seis meses, todos os detalhes da operação e, bem assim, intuir quais as expectativas e apetências que seria necessário despertar num “público-alvo” para o Casino Estoril se transformar em pólo de atracção.

Quadruplicámos todas as áreas e reformulámos a totalidade dos espaços do Casino, de acordo com um projecto que encomendei ao Atelier de Arquitectura de Fenando Jorge Correia.

Eram os idos de 1987 e, três anos depois, já o Casino Estoril passava a ocupar o primeiro lugar, em áreas de acesso ao público e em receitas, no ‘ranking’ dos casinos europeus!

“SEMPRE ME CONVENCI DE QUE “TUDO O
QUE ESTÁ BEM É PORQUE ESTÁ OBSOLETO”.
O QUE ME OBRIGAVA, EM CADA OBJECTIVO VENCIDO,
A PARTIR PARA UMA NOVA ETAPA CRIATIVA
EM BUSCA DE UMA DIFERENÇA QUE ALIMENTASSE
A SURPRESA E O INTERESSE DO PÚBLICO QUE PRETENDIA ALCANÇAR.”

O jogo e o casino, por extensão, não está ostracizado? Ainda sente algum preconceito por parte da sociedade quanto a ser um profissional que trabalha neste mundo ou isso de alguma ter-se-á diluído? E porquê?

Talvez assim fosse quando cheguei ao Casino Estoril, em 1987.

O Casino Estoril era uma espécie de “sala de jogos com serviços anexos” onde os clientes entravam quase exclusivamente para jogar, algo receosos de serem reconhecidos como dependentes de um vício que pudesse fazer perigar o património familiar.

Não surpreende, por isso, que nessa fase inicial pudesse sentir algum tipo, não digo de ostracização mas de reserva, face a um gestor que trabalhava num mundo eivado de anquilosados preconceitos de uma sociedade que interpretava o jogo como sinónimo de pecado…

Mas foi curto, curtíssimo, esse período de retracção social. Assim que, em tempo ‘record’, o Casino Estoril se transformou num centro multidisciplinar de actividades culturais, sociais, de entretenimento, de grandes eventos artísticos, de convívio social, onde o jogo era apenas o prolongamento de um clima de lazer e diversão, tudo mudou, em termos de percepção social e política, relativamente ao meu papel de gestor.

A partir de então, passei a ser visto como um empresário de turismo, cultor de rigorosos princípios éticos, acérrimo defensor da inovação e promotor da Cultura.

Uma reputação que, felizmente, ainda hoje persiste e me esforço por merecer.

A cultura e o jogo, o casino. Parceiros improváveis ou nem por isso?

Cultura, jogo e casino não são parceiros improváveis a menos que se tenha uma visão penosamente redutora do que seja um casino.

Bem ao contrário, só um conceito multidisciplinar de casino permite transformá lo num centro de atracção turística, de apelo social e de difusão cultural, anulando ou mitigando preconceitos sobre o “pecado” do jogo.

Quando isto se consegue, não são precisos outros argumentos.

Por isso, justiça me seja feita, nunca invoquei o jogo como factor de atracção do público aos Casinos da Estoril Sol!

O Casino Estoril, sob a sua administração, apostou bastante numa vertente cultural, de tal forma que terá sido um dos principais investidores não-estatais na cultura. Porquê essa opção e como foi recebida?

Cumpre-me sublinhar que o trabalho feito não foi obra de um homem só.

Para além do apoio do meu Accionista, Stanley Ho, e da solidariedade dos meus Colegas de administração, tive o privilégio de me rodear de um grupo de colaboradores que representavam o que de melhor existia em Portugal – e até no estrangeiro −, nos domínios da Arte, de Espectáculo, da Literatura e da Cultura.

Dividimo-nos em várias frentes nas quais, buscámos, incessantemente, alcançar a perfeição possível.

No domínio do espectáculo, em que é justo recordar o papel de Júlio César, passámos a levar à cena dezenas de espectáculos diários num renovado “Salão Preto e Prata”, muitos deles com quase uma centena de artistas e figurantes, tais como, a título de exemplo, “Viva Mozart”, “Dali”, “Os Heróis e o Mar”, “Lisboa em Pessoa”, alguns deles exportados para subsequente exibição em Madrid, no Teatro Calderón.

No domínio da música, trouxemos ao Casino Estoril cerca de 200 nomes míticos do “music-hall” internacional tais como, a título de exemplo, Ray Charles, Gilbert Bécaud, Charles Aznavour, Shirley Bassey, Dionne Warwick, Diana Ross, Nina Simone, Roberta Flack, B.B. King, Júlio Iglésias, Peppino di Capri, Zucchero, Liza Minnelli, James Brown, Woody Allen, os cantores líricos José Carreras e Monserrat Caballé, o mimo Marcel Marceau, Tony Bennett, Lionel Richie, Paul Anka, Diana Krall, Roberto Carlos e, praticamente, todas as primeiras figuras da música brasileira. E, se espaço houvesse, muitos outros nomes de similar prestígio poderiam ser mencionados…

Em simultâneo, cultivámos o apoio à música e aos artistas portugueses pois que, a par do lançamento de novos valores, criámos o ciclo dos “Grandes Concertos do Casino” em que, ao longo dos anos, trouxemos todos os maiores nomes da música nacional.

Em homenagem ao Fado e a Carlos Zel, criámos o ciclo das “Quartas Feiras de Fado” onde actuaram os mais destacados fadistas do panorama nacional.

E ainda houve espaço para o Teatro, o Jazz e o Ballet com sucessivos ciclos de espectáculos no Teatro Auditório do Casino.

No domínio das Artes Plásticas, ampliámos e renovámos os espaços da nossa Galeria de Arte onde passaram a exibir-se os mais reputados pintores e escultores nacionais e estrangeiros.

No âmbito da Literatura e Cultura, para além do já existente “Prémio Fernando Namora”, criámos dois novos prémios: o “Prémio Revelação Agustina Bessa Luís” e o “Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural”, uma merecida homenagem aos dois primeiros Presidentes do Júri dos nossos Prémios Literários, presidência essa que com grande mérito foi assumida, desde o desaparecimento de Vasco Graça Moura, por Guilherme d’ Oliveira Martins.

E ainda nos sobrou tempo e vontade para, ao longo de três anos, ter recriado “As Conferências do Casino”, justa homenagem à iniciativa com a mesma designação que, nos finais do séc. XIX foi levada a cabo, entre outros ilustres escritores, por nomes como Eça de Queiroz, Antero de Quental e Teófilo Braga.

Finalmente, importa destacar o lançamento, em 2000, da nossa revista “Egoísta” que até hoje, ao longo de 22 anos de publicação, se transformou numa icónica “revista de culto” e logrou ser galardoada com mais prémios nacionais e internacionais do que o número de edições produzidas.

Penso, enfim, que não se poderia exigir mais à Estoril Sol, enquanto entidade privada, pelo zelo empenhado nessa missão convictamente cumprida em prol da Cultura!

Mario Assis Ferreira e Tony Bennett

Ainda falando da Egoísta. Como aconteceu essa aposta? E erraria se dissesse que é um projecto que lhe está muito próximo?

A “Egoísta” foi, de facto, uma das mais aliciantes apostas que, no âmbito da Cultura, foi possível concretizar.

Eram os idos de 1999 e um colega meu, Vasco Fraga, que era amigo da Patrícia Reis, entrou no meu gabinete, mostrou-me um protótipo de uma revista ainda sem título e disse-me: “este é um projecto da Patrícia Reis, com o grafismo do Henrique Cayatte. Vê-o bem pois aposto que não vais resistir!”

Ele ganhou a aposta, pois eu – como diria Oscar Wilde −, “resisto a tudo menos às tentações”… De facto, senti que aquele projecto era irresistível e preenchia tudo o que eu poderia sonhar para uma revista temática, dedicada à cultura e com um cunho marcadamente diferencial.

Tinha um grafismo exuberante; várias páginas exibiam cortes que acentuavam o destaque das imagens quer na página anterior, quer na página seguinte; tinha um papel algo rugoso que dava prazer folhear; os textos eram impressos com o ‘lettering’ de uma máquina Olivetti dos anos 50; e, ao percorrê-la, tinha aquele odor a tinta tipográfica que nos transportava à memória de leituras passadas…

Mas, sobretudo, tinha – e continua a ter −, a riqueza e a profundidade do conteúdo de cada texto, qualidade essa assegurada por uma plêiade de escritores, jornalistas e pensadores que lhe conferem uma distintiva “marca de água”!

E assim nasceu a Egoísta, simbolicamente em 2000 como que a celebrar o novo milénio…

Já lá vão 73 edições normais, 10 especiais e, a coroar o seu êxito, 95 prémios nacionais e internacionais!

Por isso, respondendo à última parte da sua pergunta, não erra ao dizer que este é um projecto que me está muito próximo, que me alimenta o espírito e me permite extravasar reflexões em cada editorial que escrevo.

Mas, em abono da verdade, o grande mérito na concepção de cada edição dessa “revista de culto” pertence à sua editora, Patrícia Reis, cuja imaginação e criatividade permanecem inesgotáveis ao longo de 22 anos de publicação.

“SEMPRE HAVERÁ QUE CONTABILIZAR
A SOMBRA DA INVEJA, ALGO LATENTE
NO SER HUMANO E QUE EU, PORVENTURA
DISPLICENTE NESSA MATÉRIA, INTERPRETO
COMO “A ADMIRAÇÃO SEM ESPERANÇA”…”

Mário Assis Ferreira e Ray Charles

Mário Assis Ferreira e Liza Minnelli

Com tantas histórias que presenciou e viveu, uma conversa consigo – excelente contador de histórias – pecaria por defeito se não lhe perguntasse por algum episódio que tenha presenciado ou vivido no exercício da sua profissão.

Um homem é ele próprio e a sua circunstância.

No meu caso, por génese ou circunstância, vivi a vida na busca da diferença, com sede de inovação, raramente satisfeito por cada êxito alcançado.

Sempre me convenci de que “tudo o que está bem é porque está obsoleto”. O que me obrigava, em cada objectivo vencido, a partir para uma nova etapa criativa em busca de uma diferença que alimentasse a surpresa e o interesse do público que pretendia alcançar.

Alguém com estas características tem que assumir que sempre corre riscos, sendo indispensável que exercite sistematicamente um cálculo mental em que percentualize, face a cada opção, para que lado tomba a balança entre os riscos e benefícios que essa iniciativa diferencial comporta.

E, entre esses riscos, sempre haverá que contabilizar a sombra da inveja, algo latente no ser humano e que eu, porventura displicente nessa matéria, interpreto como “a admiração sem esperança”…

Por isso, como não acredito na sorte, empenho-me no esforço que exige a ausência do azar, razão porque, regra geral, foi bem mais positivo o saldo de iniciativas bem-sucedidas, do que surpresas desagradáveis.

Não caberia nesta entrevista a enunciação exaustiva de episódios, uns caricatos, outros surrealistas, que mereciam ser contados ao longo dos 37 anos de vida profissional que dediquei à Estoril Sol.

Limito-me, por isso, a seleccionar dois, entre os positivos e negativos.

Um dos mais positivos foi a inauguração do Casino Lisboa, em 2006, culminando um processo de negociações com o Estado com múltiplos e inesperados percalços mas que, em exercício de persistência, sempre foram vencidos.

Quanto a episódios de má memória, recordaria o “fiasco” do Elton John, aliás bem conhecido do público pela ampla divulgação, à época, nos ‘media’.

Limito-me, em esforço de síntese, a recordar que essa “criatura”, meia hora antes de subir ao palco do Salão Preto e Prata – e com o ‘cachet’ já pago – resolveu fugir no seu avião privado para Londres, face às ameaças do marido, envenenado de ciúmes por um telefonema recebido de um membro do ‘staff’ do Elton John que, no seu camarim, se havia envolvido em fogosa – e ruidosa − relação amorosa com um massagista cubano que o seu agente em Portugal havia contratado, supostamente para o massajar…

Tive que subir ao palco e dar uma explicação cabal ao público.

A sinceridade e coragem sempre compensam: uma vez de apupos e assobios, o público compreendeu o insólito da situação e aplaudiu-me de pé!…

Projecto da Revista Egoísta

Mario Assis Ferreira e Woody Allen

Mario Assis Ferreira e Shirley Bassey

A pergunta clássica: o que faz falta fazer a um homem que já fez tanto?

Eis uma pergunta aparentemente simples mas de difícil resposta.

A resposta óbvia seria que, após ter pedido a suspensão das minhas funções executivas enquanto presidente do Conselho de Administração da Estoril Sol, ao completar os 70 anos e tendo agora 78 anos, já chegou o tempo para descansar e fruir da melhor maneira o resto de vida que me sobra.

Mas a verdade é que continuo sem sentir a idade e, além da saúde física, os neurónios persistem em funcionar…

Claro que terei mais tempo livre, para ler, para escrever, para me cultivar.

Sou um amante da cultura e reconheço, como disse Fernando Pessoa, que “cultura não é ler muito, nem saber muito; é conhecer muito”.

E eu, para conhecer muito, terei, ainda, que viajar mais, conhecer mais, aprofundar o convívio com amigos, cimentar relações familiares, afectivas e intelectuais.

Será isso que me chega para este resto de vida?

Por estranho que pareça, algo me diz que novos desafios irão surgir a que eu – como já é hábito – não saberei resistir!… 

“POR ESTRANHO QUE PAREÇA,
ALGO ME DIZ QUE NOVOS DESAFIOS
IRÃO SURGIR A QUE EU – COMO JÁ É
HÁBITO – NÃO SABEREI RESISTIR!…”

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