Domingo, Fevereiro 25, 2024

Roupas Sustentáveis que estão na moda

O capitalismo trouxe-nos hábitos de consumo e produção que agora precisamos de contrariar e repensar, por isso cada vez mais marcas estão a adaptar-se ou já nascem com um propósito consciente. Fique a conhecer alguns exemplos a nível nacional e internacional.

Larissa Göldner

O mercado da moda tem sido caracterizado ao longo dos tempos pelo curto ciclo de vida dos seus produtos, pois na mudança de cada estação novas peças são apresentadas, fazendo com que os produtos das colecções anteriores, estando ou não bem conservados, sejam descartados por não estarem mais “na moda”.

Segundo dados recentes da Organização Mundial das Nações Unidas, a indústria têxtil é a segunda mais poluente do mundo, responsável por 20% das águas residuais e 10% das emissões de gases de efeito de estufa a nível mundial.

O consumo excessivo na indústria da moda é efectivamente um problema, afinal todos temos mais peças de roupa do que aquilo que realmente precisamos, incentivados pelos preços baixos e pelo lançamento de novas colecções várias vezes no ano, levando a um consumo desenfreado, descartando mais facilmente aquilo que temos e, consequentemente, levando as marcas a produzir muito mais do que o nosso planeta consegue suportar.

No entanto, esta tendência tem vindo a mudar nos últimos tempos e promete uma verdadeira revolução nos próximos anos. Muitas marcas estão a redefinir as suas estratégias e a adoptar alguns princípios para um desenvolvimento mais sustentável. Novos materiais, terminologias e conceitos estão a surgir todos os dias. A palavra “Reciclar” está a assumir primordial importância também no mundo da moda e a trilogia comprar “menos”, “melhor” e “mais duradouro” é premissa fundamental.

Não existe uma forma única de definir uma marca como “sustentável”. Antes de mais, a sustentabilidade pode ter várias vertentes: ambiental, social, económica e, claro, financeira.

Por definição todas as empresas procuram ser sustentáveis financeiramente. Já em relação aos aspectos ambientais, a história é bastante diferente. Isto apesar das preocupações ambientais e sociais das empresas estarem, cada vez mais, na ordem do dia.

A moda sustentável baseia-se na preservação do meio ambiente em todas as suas etapas de produção, procurando reduzir a quantidade de poluentes usados na fabricação dos produtos e minimizando a utilização de matérias-primas da natureza. Mas não só. Algumas marcas aliam as preocupações ambientais, a preocupações sociais e económicas na sua actividade. Nestas vertentes são desenvolvidas estratégias que potenciem a economia local, as condições e remuneração das pessoas envolvidas nas várias fases do ciclo produtivo e é dada atenção não só à faturação da empresa, mas também ao valor e riqueza que essa faturação cria naqueles que estão fora da empresa, mas que acabam por ter uma ligação, directa ou indirectamente, à sua actividade.

Para que possa fazer escolhas informadas quando fizer as suas compras, existem alguns conceitos e palavras que fazem parte de uma terminologia ecológica utilizada pelas marcas e que deve sempre ter presente.

Conceitos a reter para uma compra informada

Marcas que apostam na Sustentabilidade

O capitalismo trouxe-nos hábitos de consumo e produção que agora precisamos de contrariar e repensar, por isso cada vez mais marcas estão a adaptar-se ou já nascem com um propósito consciente. Fique a conhecer alguns exemplos a nível nacional e internacional.

(Texto escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico)

Partilhe este artigo:

- Advertisement -
- Advertisement -

Artigos recentes | Recent articles

Um país na flor da idade

Nos últimos 20 anos Angola sofreu inúmeras transformações, desde a mais simples até à mais complexa. Realizou quatro eleições legislativas, participou pela primeira vez numa fase final de um campeonato do mundo, realizou o CAN e colocou um satélite em órbita.

David Cameron

David Cameron foi Primeiro-Ministro do Reino Unido entre 2010 e 2016, liderando o primeiro Governo de coligação britânico em quase 70 anos e, nas eleições gerais de 2015, formando o primeiro Governo de maioria conservadora no Reino Unido em mais de duas décadas.

Cameron chegou ao poder em 2010, num momento de crise económica e com um desafio fiscal sem precedentes. Sob a sua liderança, a economia do Reino Unido transformou-se. O défice foi reduzido em mais de dois terços, foram criadas um milhão de empresas e um número recorde de postos de trabalho, tornando-se a Grã-Bretanha a economia avançada com o crescimento mais rápido do mundo.

Conferências com chancela CV&A

Ao longo de duas décadas, a CV&A tem vindo a promover conferências de relevo e interesse nacional, com a presença de diversos ex-chefes de Estado e de Governo e dirigentes políticos de influência mundial.

Mais na Prémio

More at Prémio

- Advertisement -