Sexta-feira, Maio 20, 2022

Seguradora estima ter 35% do negócio no internacional até 2025

Ana Valado

Assumindo-se como empresa de seguros multinacional, a Fidelidade definiu uma nova visão para o futuro. Posiciona-se como um operador de seguros focado no plano internacional, dando valor aos mercados onde está presente através das melhores práticas, que foram a base do seu crescimento em Portugal ao longo de mais de dois séculos de história.

Com robustez para investir em seguradoras de outros países e capaz de transferir conhecimento técnico e suporte operacional, a Fidelidade tem apostado, nos últimos anos, numa forte estratégia de expansão internacional.

Com as mudanças organizacionais internas e a liderança consolidada no mercado nacional, a Fidelidade preparou-se para ampliar a sua actividade em mais países, que, nas palavras do então Presidente da Comissão Executiva da Fidelidade e actual Chairman, Jorge Magalhães Correia, “poderia representar um conjunto de novas fontes de negócio para a Fidelidade, dando estabilidade e projecção de crescimento futuro à companhia”.

Num primeiro momento a sua estratégia internacional centrou-se nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e nos países com uma comunidade portuguesa relevante, como a França e a Espanha.

Evolução logótipos da empresa

1835 – Fundação da Fidelidade

1999 – Rebranding da Fidelidade

2013 – Lançamento da Marca Única Fidelidade

Uma história com mais de 200 anos

A história da Fidelidade remonta a 1808. Ao longo dos mais de 200 anos dedicados à protecção das pessoas e dos seus patrimónios, a Seguradora foi consolidando a sua posição como líder do mercado de seguros em Portugal, não só no Ramo Vida como no Não Vida, não só motivado pelo seu crescimento orgânico, mas também com a integração de várias Companhias importantes neste sector.

Durante a experiência adquirida com a sua história, foram vários os momentos que marcaram a actividade da Seguradora. Na sua fundação, a Companhia teve a participação, como sócios, de empresas familiares, pessoas individuais e outras empresas. Depois do 25 de Abril de 1974 a Fidelidade foi nacionalizada e, posteriormente, na década de 80, passou a integrar o grupo público da Caixa Geral de Depósitos. Os primeiros anos do século XXI, foram marcados por várias fusões, nomeadamente das seguradoras Mundial Confiança e Império-Bonança, que, juntamente com a ampliação da rede comercial do país, posicionaram a Fidelidade na liderança do mercado português.

Na segunda década deste século, para além da estratégia de internacionalização do negócio, a Fidelidade inicia também um processo de transformação da Companhia, não só na sua actividade, negócio e rede comercial, bem como na estrutura de recursos humanos. Em paralelo, ocorre a sua privatização, com o Grupo Fosun International Limited a adquirir 84,99% das acções da Companhia, que manteve a CGD como segundo accionista.

O novo quadro accionista permitiu à Fidelidade acelerar o processo de transformação e inovação em curso, com o objectivo de fortalecer o negócio em Portugal, procurando maximizar a rentabilidade, proteger a participação de mercado e explorar oportunidades de crescimento.

Em 2020, a Fidelidade fez um aumento de capital com fundos próprios, em resultado de uma reorganização societária na qual integrou a Multicare e a Fidelidade Assistance como filiais (anteriormente estavam parcialmente na CGD e na Fosun). Com esta operação, o Rácio de Solvência individual da Fidelidade alcançou 160%, em linha com o mercado e com as exigências das autoridades de controlo. Transformando a organização para enfrentar as tendências comerciais, mais centradas no cliente, e para se adaptar à expansão internacional projectada, a Fidelidade aposta na inovação dos produtos e serviços disponibilizados, na melhoria comercial e dos canais, na digitalização e no crescimento com sinergias.

O paradigma organizacional foi sendo alterado, para posicionar a Companhia como uma empresa menos orientada pelo produto, com um maior foco nas necessidades dos diferentes segmentos de clientes e maior agilidade e cooperação entre departamentos.

A Fidelidade foi assim consolidando a sua estratégia global assente no compromisso de garantir a excelência operacional e a qualidade do serviço que a distingue, para assegurar um diversificado leque de soluções inovadoras de protecção destinados a particulares e empresas através de várias seguradoras (Fidelidade, Via Directa, Multicare e Fidelidade Assistência), assim como de participações estratégicas em empresas de serviços incluídos na sua cadeia de valor, destacando-se a Luz Saúde – líder na prestação de cuidados de saúde em Portugal.

Dando continuidade ao caminho de inovação e de aposta na excelência da experiência de cliente tendo por base uma abordagem digital e de reforço da omnicanalidade, com a expansão internacional, a Fidelidade pretende reduzir a dependência do mercado nacional e gerar novas fontes de receitas para a Companhia, mas também aproveitar as oportunidades de crescimento que existem nos mercados emergentes e onde possa contribuir para a diferenciação neste sector.

Início… (de 1800 a 1998)

Continuação… (de 1999 a 2021)

Robustez Financeira

Consolidando o seu posicionamento na liderança no mercado segurador nacional e reforçando a sua actividade e estratégia internacional e a presença da Companhia nos mercados financeiros, no final de 2021, a agência americana de notação financeira Fitch atribuiu à Fidelidade o Rating A, categoria que classifica a companhia como tendo baixo risco de crédito e uma forte capitalização e capacidade para honrar os seus compromissos financeiros. Esta classificação, faz com que a Fidelidade seja uma das duas únicas empresas portuguesas com Rating A.

Por outro lado, em Maio de 2021, a Fidelidade emitiu 500 milhões de euros em dívida subordinada (Tier II) a 10 anos, o que permitiu reforçar de forma decisiva os capitais e garantir as condições para continuar a crescer com toda a solidez.

No terceiro trimestre de 2021, a Fidelidade reportou que durante os primeiros nove meses do ano, os prémios atingiram 3.392,3M de euros, representando um crescimento de 42,2%, e o rendimento líquido melhorou para 203,9M de euros, um aumento de 37,2%. A Fidelidade alcançou um capital mais robusto com o seu rácio Solvência II a melhorar 36p.p., em comparação com Dezembro de 2020, para um rácio de 180%.

Os prémios totais aumentaram 42,2% YoY, com crescimento tanto na actividade Não-Vida como na Vida. Os prémios dos Não-Vida cresceram 5,2%, reflectindo o bom desempenho em todas as linhas de negócio. Os prémios de Risco de Vida e Rendas aumentaram 8,7%, com uma forte contribuição de operações internacionais e prémios Financeiros Vida. O crescimento de 164,9% deste último foi principalmente impulsionado pelo aumento significativo da oferta Unit-Linked em Portugal. O rendimento líquido da Fidelidade atingiu os 203,9 milhões de euros, aumentando 37,2% YoY, um resultado apoiado pelo seu forte Resultado de Investimento.

Partilhe este artigo:

- Advertisement -
- Advertisement -

Artigos recentes | Recent articles

“Sem o esforço dos privados, o Estado Português não teria conseguido fazer frente à pandemia”

Em entrevista à PRÉMIO, José Germano de Sousa, patologista clínico e presidente do Centro de Medicina Laboratorial Germano de Sousa, falou-nos do seu percurso enquanto médico, passando pelo cargo de Bastonário e do crescimento da sua rede de laboratórios, que se posicionam em termos de análises na área da patologia clínica como o principal ‘player’ nacional do sector, sendo actualmente responsáveis por cerca de 15 a 16% dos testes Covid que se realizam em Portugal.

Tal&Qual: ponto final, parágrafo…

José Paulo Fernandes Fafe, Antigo jornalista, accionista maioritário da empresa proprietária do "Tal&Qual"

“Honne to Tatemae”

Sónia Ito, Arqueóloga e Professora

Mais na Prémio

More at Prémio

- Advertisement -