Quarta-feira, Março 3, 2021

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O Futuro da Educação

Miguel Pina Martins, Fundador e CEO da Science4You

Educar está intrinsecamente associado a permitir que as crianças conheçam diferentes contextos ambientais, sociais e relacionais e que vivenciem constantes e diferentes experiências. É exatamente aqui que a Science4you se tenta focar. O objetivo é ajudar a comunidade a educar as crianças e jovens através da observação, experimentação e investigação do mundo científico. A educação por meio de experiências, a longo prazo, promove que o ser humano se torne curioso, entusiasta, criativo e que não seja um mero “fantoche” da sociedade. Num futuro próximo teremos jovens ativos que serão verdadeiros empreendedores, que farão nascer empresas e que conseguirão gerir, planear e atingir metas de forma bem-sucedida.

Deste modo é extremamente relevante educar diariamente tendo em conta que o contexto familiar seja o primeiro a promover a experimentação. Inúmeras competências de sucesso em adulto estão relacionadas diretamente com a aquisição de conhecimentos e habilidades científicas atingidas ao longo da juventude. É muito importante que existam empresas e mestres que incentivem que a educação seja por meio da experimentação, pois existir uma atitude empreendedora num ser humano não é 100% nativo do mesmo, deve sim ser estimulado desde a tenra idade.

Caso os educadores estejam focados e com raciocínio dedicado à inovação e à experimentação, as crianças desde o jardim de infância conseguirão surpreender com a realização de micro-projetos que denotam discernimento empreendedor. Aprender matemática desde cedo pode ser com a simples atividade de lançar dois dados e de um obter um resultado por meio da adição dos mesmos. Ou seja, as crianças podem ser empreendedoras se sujeitas a um ambiente encorajador disto mesmo.

Questionamo-nos assim como poderemos lançar a economia, as escolas, as universidades a fazer “nascer” seres humanos empreendedores e com raízes focadas em ciência. Existem inúmeras ideias, sempre tendo em conta, “o menos é mais”, nunca perder o foco na simplicidade. Alguns exemplos:

Feiras de Ciência regionais e nacionais, que promovam concursos onde grupos de crianças, mesmo desde o 1º ciclo, apresentem cartazes, realizem experiências e/ou façam vídeos (entre outros conteúdos). A ideia é que tenham liberdade e utilizem quaisquer recursos que promovam enaltecer a experimentação.

Experimentação em Família, desde fazer um bolo (focando no conceito de levedura, p.e.), a pintar um desenho (estimulando a mistura de cores), a descer um escorrega ou mergulhar numa piscina (explicar conceitos de velocidade e de flutuabilidade), a desmontar uma máquina de café (focando na eletricidade), a perceber a anatomia de um animal de estimação. Não se quer nada de complexo, quer-se sim algo direcionado para a idade e que faça quase parte da conjuntura familiar e da rotina da mesma.

Grupos de ciência nas escolas: como sejam recriar o que se aprende teoricamente no livro de estudo do meio, de ciências, de físico-química, numa base posterior experimental. Como encontros onde se debatem ideias ou se realizem experiências em grupo, sempre adaptado a cada idade. Ou conseguir-se criar grupos onde a matemática através por exemplo do jogo do xadrez seja estimulada.

De forma abrangente queremos assim mostrar simples linhas mestras:

Experimentar está diretamente relacionado com observar, realizar uma atividade e concluir uma resposta. Ou seja, viver a experiência promove uma captação imediata da atividade “para sempre”.

Criar é o maior desígnio da criatividade e da inovação. Possibilitar que as crianças e jovens inventem é uma ferramenta poderosa e silenciosa para o futuro da sociedade.

Desafiar não é fácil, mas é importante que os pais e educadores partilhem com as crianças as suas ideias e as façam minuciosamente desenvolver espírito crítico sobre os seus desempenhos e realizações.

Comunicar, quer-se jovens ativistas, empreendedores, questionadores e não parasitas da sociedade. Desta forma somos fulcrais, como empresa, como educadores, como pais, a propiciar o discurso e a liberdade de partilhar ideias.

Deste modo é percetível que se aliarmos a educação desde a tenra-idade à experimentação teremos jovens criativos, empreendedores e inovadores que fomentarão uma comunidade cientificamente mais estimulada.

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