Sexta-feira, Setembro 24, 2021

Nova normalidade… exige-se!

António Cunha Vaz, Presidente da CV&A

Em Março, dia 12, a anterior Prémio ficou impressa e pronta a distribuir. Foi colocada no seu site – www.revistapremio.pt – mas não foi distribuída. Uma pandemia afectou tudo e todos e, mesmo com a resiliência de alguns, como os colaboradores dos CTT (correios), a Prémio não chegou aos seus destinatários. Era uma anomalia inesperada. Uma espécie de desligar quase completo, como naqueles filmes em que extraterrestres invadem a Terra e tudo fica um deserto de destruição.

Passaram três meses e a Prémio está de volta. E voltará a estar no seu site. Sempre em Português e Inglês, para que os Clientes e Parceiros da CV&A possam aceder à melhor informação sobre o que fazemos… em conjunto com todos eles.

A Prémio é, obviamente, uma revista que olha para o Futuro, que não lhe revela sonhos mas, também, não descobre desgraças e, muito menos, vive de escândalos. Sobretudo daqueles que ainda não são mas que dava jeito a alguns que viessem a ser.

Para construir precisamos, todos, de uma realidade menos virtual do que aquela que se vive. De uma realidade vivida com planificação, com estratégia, mais serena, menos táctica, menos vivida nas redes sociais e ao segundo. Menos centrada no mediatismo e nas capas de jornal, revista ou notícias de abertura de telejornal. Precisamos que aqueles que deviam ser responsáveis pela condução dos destinos das nações exerçam a sua responsabilidade esquecendo-se por uns meses da caça ao voto e da necessidade de agradar às suas clientelas políticas.

Não posso nem devo ir mais longe em considerações pessoais. A Prémio é a revista de todos os nossos clientes e parceiros e cada um deve ver nela um órgão de comunicação social de opinião (é trimestral e só por muita coincidência na véspera da impressão surgem “notícias”, no sentido de novos factos). Nenhum dos nossos leitores se pode sentir constrangido pelas opiniões políticas do director da revista.

O Mundo tem vivido tempos duros. Antes da Pandemia aconteceu o Brexit, na Europa da União, e a agitação nos Estados Unidos da América e o petróleo sofreu uma queda brutal, com tudo o que isso traz à economia. Durante a Pandemia começaram as falências, os ‘lay off’, desemprego, a consequente agitação social, alguns líderes mundiais mostraram pouco bom senso – para ser simpático -, surgiram os primeiros reflexos de uma sociedade que passou a viver sem conviver, os exageros entre gente da mesma raça, a HUMANA, a exploração desses exageros por alguns que nunca constroem mas aproveitam tudo para destruir, os que vivem do ódio, o confinamento e o desconfinamento parcial em que vivemos.

E esperava-se – tenho esperança que se espere (desculpem a cacafonia toda) – muito bom senso da parte de alguns agentes dos poderes político, judicial e mediático na condução desta difícil realidade. Muitos tiveram-no. Outros, na ânsia de agradar ao seu ego e ao séquito de amigos ou votantes perderam-se. Faz-se justiça nos media porque se sabe que se vai perder em tribunal. Organizam-se manifestações com cinco mil pessoas todas juntas – num momento em que deveríamos saber estar, fisicamente, menos juntos – a atacar um Portugal Racista que não existe. Claro que existem racistas em Portugal, como em todo o mundo. De todas as espécies da raça humana. Deputados atacam o País e envergonham a democracia, dando força a crenças xenófobas. Noutros continentes destrói-se a história, como se partir estátuas apagasse os actos menos bons do passado e como se o passado pudesse ser julgado à luz do pensamento de hoje. O passado existe e o presente e o futuro só são o que são porque foram construídos pela soma das virtudes e defeitos, pelos actos e omissões de todos aqueles que tiveram um papel de relevo na construção do Mundo.

É quase tudo triste! Pobre! E não é pobreza económica.

O Governo Português governou geralmente bem durante a fase mais grave da pandemia. Falo do apoio à sociedade em geral, aos cidadãos – mesmo àqueles que sempre fugiram aos impostos e aos quais agora se chama de agentes da economia informal – e à economia privada. Claro que houve falhas graves. E quem não falharia perante semelhante situação. Rui Rio, o líder da oposição, esteve quase sempre bem. Na Madeira o Governo Regional esteve muito bem no controlo da Pandemia. O Presidente da República apoiou o Governo. Fez um grande discurso dia 10 de Junho – Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Gostava de falar sobre outros países. Mas o que sei é o que leio, vejo e oiço. Não chega e, sobretudo, nem sempre acredito. Porque outros meios, que não a Prémio, têm opções editoriais afirmadas e podem fazer as afirmações que querem, quando e como o querem.

Apenas peço que, em Portugal, se fale com respeito de quem paga impostos. Só a título de exemplo, não poderia deixar de expressar aqui o meu espanto pelo ataque concertado à EDP – fica aqui expresso que a EDP é cliente da CV&A em projectos especiais -, porque distribui dividendos, esquecendo-se que, quando o faz, os seus accionistas “grandes” pagam impostos em Portugal – e não na Holanda – e os accionistas pequenos têm uma remuneração pelos seus pequenos investimentos em acções que nunca têm nos depósitos bancários. Não falo de processos judiciais, pois desses cabe à justiça deles tratar. Não cabe, como se tem visto, a justiceiros que usam os media para satisfazer o seu ego.

O dia 10 de Junho, dia de Portugal, é também o dia do nosso maior poeta: Luis Vaz de Camões. E os Lusíadas têm uma palavra no fim que tem de ser banida do nosso dicionário: inveja. E, já agora, descubram duas vacinas, urgentemente: uma contra o ódio e outra que inocule bom senso mundo fora.

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