Quinta-feira, Fevereiro 2, 2023

Luís Fernando Militante da palavra em Angola

Catarina da Ponte

Nasceu no primeiro dia de Outubro de 1961, na aldeia de Tomessa, província do Uíge, em Angola. Militante da palavra, Luís Fernando é escritor, jornalista e, desde 2017, que ocupa também o cargo de secretário para os Assuntos de Comunicação Institucional e Imprensa do Presidente da República de Angola, João Lourenço. Iniciou a sua carreira como jornalista aos 17 anos na, então, Emissora Provincial do Uíge da Rádio Nacional de Angola, em 1978. Trabalhou mais de 15 anos na Rádio Nacional de Angola, ocupando na emissora pública angolana vários cargos, nomeadamente o de sub-chefe de Redacção, Re-Writer, correspondente em Havana e Director de Informação. Foi, também, Director Geral do Jornal de Angola, durante 12 anos. Dirigiu o semanário angolano “O PAÍS” (hoje, publicação diária) entre 2008 e 2013. Foi Administrador Executivo do grupo Media Nova, detentor da TV Zimbo, Rádio Mais, EXAME Angola e O PAÍS. Além destes, colaborou em vários órgãos de comunicação social, tanto em Angola como no estrangeiro e venceu, em 2011, o Prémio Maboque de Jornalismo.
Aos 38 anos decide colocar a palavra ao serviço da literatura e, em 1999, publica o seu primeiro livro, “Noventa Palavras” (onde reuniu um conjunto de crónicas, reportagens e entrevistas), dando início a uma sólida carreira literária. Três anos depois publica o seu primeiro romance, “A Saúde do Morto” (2002). A estes, sucederam-se “Antes do Quarto” (2004); “João Kyomba em Nova Iorque” (2005); “Clandestinos no Paraíso”; “A Cidade e as Duas Órfãs Malditas” (2008); “Um Ano de Vida” (2010); “Dois Anos de Vida” (2012); “Três Anos de Vida” (2014) e “Letras na Brasa” (2015). Participou, em conjunto com 14 outros autores, na antologia de contos “Estórias Além do Tempo” (2014), da Texto Editores, organizada por Domingas de Almeida, sob orientação de Adriano Botelho de Vasconcelos. Em co-autoria com o escritor português Eduardo Águaboa escreveu o livro “Taras de Luanda” (2015), onde reuniu 70 crónicas evocativas de ambientes, sensações, mitos, ritos, pessoas, hábitos, costumes, cheiros, alegrias, danças e outros tantos elementos que compõem a alma da cidade de Luanda.
Foi admitido, em 2009, como membro da UEA, União de Escritores Angolanos, depois de dez anos a publicar com regularidade e em 2016 é homenageado pelo núcleo da Brigada Jovem de Literatura (BJL) de Malanje pela importância do conjunto da sua obra literária. Na ocasião, Francisco Ngola, Secretário Provincial da BJL, disse ser intenção da instituição “exaltar e reconhecer a figura de Luís Fernando pelo seu contributo no desenvolvimento da literatura angolana”.
No final do ano passado, em Dezembro de 2021, o Jornal de Angola anuncia que o escritor angolano coloca à disposição do público um núcleo de nove obras literárias, três das quais inéditas – “Andanças”, “O Padre no Hotel” e “Vozes na Pedra” – e 6 crónicas, “Quatro anos de vida”, “Cinco anos de vida”, “Seis anos de vida”, “Sete anos de vida”, “Oito anos de vida” e “nove anos de Vida”, publicadas pela Mayamba. Nas palavras de Celso Malavoloneke (sociólogo e ex-secretário de Estado do Ministério da Comunicação Social), que procedeu à apresentação das obras, “o autor faz da vida uma brincadeira para que se perceba a dimensão de uma alma, com contemplação do belo, exaltação do lado bom da vida para que as tragédias se mantenham distantes”.

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