Terça-feira, Abril 13, 2021

CTT na Linha da Frente da Trasformação Digital

A ECONOMIA DIGITAL NÃO ASSUSTA OS RESPONSÁVEIS PELOS CORREIOS DE PORTUGAL. SEM ESQUECER A MATRIZ ‘CORE’ DO NEGÓCIO, ESTÃO A ADOPTAR FERRAMENTAS E PROCEDIMENTOS INOVADORES E A ENTRAR EM NOVOS NICHOS DE MERCADO. À BEIRA DE CELEBRAR 500 ANOS, UMA EMPRESA A FERVILHAR DE NOVIDADES.

Num mundo em constante mutação tecnológica, e a caminhar a passos largos para uma maior digitalização de tarefas, os CTT assumem incorporar quotidianamente essa mudança e defendem que, num futuro próximo, serão “forçosamente diferentes, mais digitais”, mas respeitando aquilo que é a sua matriz de base. “Queremos continuar a ser uma empresa que põe em contacto pessoas e entidades, assente no transporte de bens e objectos na sua forma física, promovendo sempre o factor proximidade com os nossos clientes”, reforça Francisco Simão, administrador da empresa com o pelouro dos Sistemas de Informação, Transformação e Processos, Inovação e Desenvolvimento de Negócio.

O mesmo responsável pela centenária empresa de Correios em Portugal revela à Prémio que acredita existir “muito valor para ser criado na conjugação das duas realidades, a física com ou digital, estando os CTT sempre conscientes de que viveremos num mundo não digital, mas hibrido na sua essência.”

Para acompanhar as novas realidades das áreas de negócio onde estão inseridos, mas também dos nichos de mercado onde pretendem entrar, os CTT desenvolveram um processo profundo de capacitação interna, criaram uma plataforma colaborativa e participativa a que chamaram Inov+, implementaram um “Programa de Transformação”, criaram o cargo de CTO – Chief Transformation Officer – e desenvolvem diariamente iniciativas inseridas num modelo de governação com uma meta concreta: “estar na linha da frente da transformação digital nas áreas de negócio onde estamos inseridos”, avança Francisco Simão.

Banco CTT

Vantagens de um banco criado de raiz

Desde o minuto zero que a oferta do Banco CTT ao mercado teve uma forte componente digital e de inovação, assente nos conceitos de “simplicidade e conveniência”. “O facto de o Banco CTT ter sido construído de raiz permitiu-nos não estar dependentes de sistemas ‘legacy’, o que reforçou uma aposta forte desde o início nos canais digitais, com o ‘homebanking’ e a ‘app’ Banco CTT, desenvolvidas com foco na experiência do utilizador. Hoje, o Banco CTT tem mais de 200.000 clientes, dos quais 85% são jovens”, revela o administrador Francisco Simão, destacando que, apesar de a instituição ter nascido do zero, “foi lançada com base nos activos já existentes nos CTT, usando a Rede de Lojas e o ‘know-how’ dos seus colaboradores que já tinham um ‘track record’ de comercialização de serviços financeiros.”

Mobilidade e soluções inteligentes

Qualquer empresa que queira estar na “Linha da Frente” tem, inevitavelmente, que adoptar uma abordagem estruturada à Inovação. Os CTT assumem fazê-la “com diferentes abordagens consoante os objectivos de Inovação e o horizonte temporal das ideias a implementar”, esclarece o nosso interlocutor, destacando, neste contexto, o papel das ‘startups’ parceiras dos CTT: “Neste ecossistema temos exemplos de projectos conjuntos com aplicabilidade prática. Testámos este ano com a “UOU Mobility”, uma ‘startup’ de Aveiro, a construção de um veículo eléctrico adaptado à nova realidade dos giros dos carteiros, considerando os crescimentos significativos no volume de encomendas.”

A optimização da mobilidade é uma preocupação constante dos CTT, mas não é a única. “Entre muitos projectos, estamos a trabalhar com parceiros na construção de uma solução que potencie os envios “same-day”; desenvolvemos uma nova abordagem aos pagamentos da rede “Payshop”; e em 2015 adquirimos e integrámos na nossa estrutura a Escrita Inteligente, uma ‘startup’ que desenvolveu a solução Recibos Online, de desmaterialização do recibo físico, inovação já implementada nas nossas lojas”, enuncia o economista.

CTT

Há 500 anos a renovar-se

“Em 2020 os CTT farão 500 anos de actividade e, ao longo desses 500 anos, vivemos várias revoluções, reinventando sempre os nossos modelos de negócio às novas realidades. Esta capacidade de adaptação, transformação e inovação faz parte do nosso ADN e constitui uma das nossas principais vantagens competitivas”, garante Francisco Simão.

Os desafios da digitalização

Com “entusiasmo e naturalidade”, afiança este responsável pelos CTT, a empresa gere todas as suas actividades, estratégias e oportunidades focada no “desafio da preservação do valor do negócio do Correio”. “A digitalização desafia diariamente o nosso negócio ‘core’. Hoje em dia o correio é directamente impactado pelo efeito de e-substituição e esse desafio espoleta oportunidades para explorar novas alavancas de crescimento, tanto nos serviços empresariais adjacentes ao Correio, como a plataforma CTTAds.pt (na linha do serviço Expresso & Encomendas) ou anda o E-Segue ou os produtos novadores do Banco CTT” (ver caixa), descreve o administrador, salientando que estas soluções visam “a diversificação da nossa receita”, procurando “novas áreas ou nichos que façam sentido avaliarmos, dentro daquilo que é a nossa ‘framework’ estratégica.”

João Bérnard Garcia

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