Sexta-feira, Setembro 24, 2021

Bankinter: uma história com 55 anos, cincos dos quais escritos em português

José Maria Azevedo

1965 – 2016 – 2021

A história do Bankinter começa em plena Guerra Fria, numa época em que a necessidade de criação de parcerias sólidas entre as duas margens do Atlântico se fazia sentir mais do que nunca devido ao conturbado contexto geopolítico.

No dia 4 de Junho de 1965, duas instituições financeiras de referência decidem em conjunto criar o Banco Intercontinental Espanhol o qual, pouco tempo depois, começou a ser conhecido como Bankinter. Essas duas instituições eram o Santander e o Bank of America.

Das entidades financeiras fundadas em Espanha nesse já remoto ano de 1965, só o Bankinter sobreviveu até hoje. Para Alberto Ramos, Country Manager do Bankinter Portugal, esta longevidade pode ser explicada em grande medida “pelo permanente foco e proximidade com os clientes, pela conveniência dos canais disponibilizados, pela solidez financeira e pela oferta de soluções abrangentes e inovadoras”, características que, passado mais de meio século, continuam a fazer parte do ADN do banco.

Em 1972, o Bankinter tomou uma decisão fundamental: a abertura a novos accionistas, passando a estar cotado na Bolsa de Madrid e tornando-se num banco comercial completamente independente das casas fundadoras.

Cinquenta anos mais tarde, em 2015, com a operação plenamente consolidada em Espanha, onde já era o banco mais rentável do índice Euro Stoxx e o segundo mais rentável do Ibex 35, o Bankinter decide dar início ao seu processo de internacionalização.

Destino escolhido? Portugal, onde, nas palavras de Alberto Ramos, “o Bankinter chega em 2016 através da aquisição do negócio de retalho do Barclays, com o objectivo de apoiar as famílias e as empresas a realizarem os seus projectos e contribuir para o crescimento da economia portuguesa, com base num modelo relacional assente na proximidade com os clientes e no conceito de Banca Universal, isto é, com soluções para todos os segmentos”.

A ambição para Portugal era clara: “desde o primeiro momento, o Bankinter pretendeu afirmar-se como uma referência no sistema financeiro português, o que tem vindo gradualmente a acontecer”, revela Alberto Ramos, que acrescenta que “hoje já somos um Banco de média dimensão, mas muito acima da média, e com uma relevância crescente dentro do Grupo Bankinter”.

Neste percurso, o responsável do Bankinter Portugal destaca “a qualidade e a diversidade da nossa oferta para particulares e empresas”. Começando pela oferta para particulares, refiram-se “as soluções de Crédito Habitação, que são as mais competitivas do mercado e materializam bem o que é o apoio do Banco às famílias, a Conta Mais Ordenado, a oferta de Fundos de Investimento através nossa gestora de activos, os produtos de crédito ao consumo desenvolvidos pelo Bankinter Consumer Finance ou a oferta diferenciada para os segmentos Private e Premier.”

No que diz respeito às empresas, área de negócio onde o Bankinter tinha muita experiência em Espanha, mas que praticamente não existia em Portugal, “foi necessário desenvolvê-la quase de raiz, criando soluções de valor para os segmentos de Negócios, Empresas e Corporate com o lançamento de produtos inovadores como, por exemplo, o crédito Multilinha, mas também com as soluções transacionais e de Negócio Internacional e com a criação da Banca de Investimento”. Hoje a Banca de Empresas do Bankinter é das áreas que mais cresce em Portugal.

A transformação digital tem sido outra das grandes alavancas de desenvolvimento do Bankinter Portugal. De acordo com Alberto Ramos, “cerca de 90% dos clientes particulares e empresas relacionam-se com o Bankinter através das plataformas de Banca Digital e Remota, com mais de 40% dos particulares a utilizarem exclusivamente o canal digital nas suas interacções com o Banco, uma realidade que era bem diferente quando aqui chegámos há cinco anos”. Neste campo, o Bankinter tem lançado soluções inovadores como é o caso do canal no WhatsApp, do Broker, da plataforma de Confirming para empresas ou do Bankinter+ (banca telefónica), a um ritmo que a pandemia só veio acelerar.

Mas o papel do Bankinter no âmbito da pandemia não se limitou à transformação digital. “De facto, fomos dos primeiros bancos a introduzir moratórias, ainda antes da sua obrigatoriedade legal, e disponibilizámos logo de início os apoios às empresas previstos nas linhas de crédito COVID-19, entre outras medidas. Além disso, recentemente estivemos na linha da frente do debate sobre o pós-moratórias e sobre a necessidade de criação de medidas adicionais que permitam acautelar o seu fim”.

É aliás a propósito da pandemia que Alberto Ramos aproveita para destacar aquilo que tem sido o factor mais importante na trajectória de crescimento do Bankinter em Portugal: “as nossas pessoas e o seu compromisso com o banco e com os clientes, algo bem visível ao longo dos sucessivos confinamentos, a par com a coragem dos colaboradores que estão na linha da frente nas agências e com a dedicação de todos os que continuam a trabalhar na retaguarda para que nada falhasse. Um reconhecimento que é devido e extensível a todos os profissionais da banca, que têm sido exemplares”.

Aos elevados níveis de motivação dos colaboradores do Bankinter não será certamente alheio o forte investimento que o banco e os próprios colaboradores têm realizado em formação. O Bankinter é, por exemplo, líder no mercado português no que diz respeito à obtenção das certificações internacionais da EFPA, as mais prestigiantes no âmbito da Assessoria e Aconselhamento Financeiro, possuindo mais de 300 colaboradores certificados que, assegurando as suas funções quotidianas, se empenham num processo formativo muito exigente e trabalhoso, mas com elevado valor profissional.

A título de balanço, o Country Manager do Bankinter Portugal sublinha que “cinco anos são muito pouco tempo na vida de um banco, ainda mais quando um deles foi passado em plena pandemia, mas a verdade é que os resultados superam as minhas melhores expectativas e são muito positivos: o volume de negócios cresceu mais de 50%; o número de clientes aumentou de 135 mil em 2016 para 240 mil em 2020; lançámos a Banca de Empresas, incluindo Banca de Investimento, onde temos vindo a registar um crescimento muito consistente; criámos a área de Consumer Finance com óptimos resultados; acelerámos o negócio de Crédito Habitação, onde fomos pioneiros a apoiar as famílias portuguesas com condições muito competitivas; e reforçámos o negócio de gestão de ativos e de seguros, que também têm crescido de forma notável”.

Actualmente, o Bankinter Portugal dispõe de uma rede nacional composta por 81 agências, quatro Centros de Private Banking, dez Centros dedicados a Empresas e dois Centros Corporate. A nível internacional, além de Espanha, o Bankinter está presente na Irlanda e no Luxemburgo.

A tudo isto soma-se o reconhecimento dos clientes e do mercado. Nestes cinco anos de actividade em Portugal, o Bankinter acumulou vários prémios e distinções: “Melhor Banco” na categoria de Pequenos e Médios Bancos pela Escolha do Consumidor em 2020 e 2021; Prémios Cinco Estrelas para as soluções de Crédito Habitação Bankinter e para a Conta Mais Ordenado, em 2021 e entre 2018 e 2020, respectivamente; Prémio Reputação de Marca em 2020; 1.º lugar em Qualidade de Atendimento em Agências em 2020 no estudo Multimétrica. Adicionalmente, em 2021 o Bankinter foi reconhecido com a certificação Top Employer, o que faz do Banco uma das melhores empresas para trabalhar em Portugal.

Nas palavras de Alberto Ramos, “hoje somos maiores, mais rentáveis e mais eficientes. Acresce que somos um banco ‘investment grade’, muito bem capitalizado e solvente, características que são muito valorizadas pelos clientes”.

De facto, o Bankinter terminou o ano de 2020 com um invejável rácio de capital CET1 ‘fully loaded’ de 12,3%, muito acima do mínimo de 7,7% exigido pelo BCE, e está qualificado pelas principais agências de ‘rating’ (como a Moody’s e a Standard & Poor’s), como ‘investment grade’, ou seja, salvaguardado do risco de incumprimento.

A nível internacional, o Bankinter integra ainda o Dow Jones Sustainability Index (DJSI), fazendo parte do “Top 20” mundial dos bancos com melhor gestão económica, social e ambiental de longo prazo.

A verdade é que, ao longo da sua história, em Espanha, Portugal e noutras geografias, o Bankinter tem conseguido afirmar-se como uma referência em inovação e desenvolvimento tecnológico, abrindo caminho a uma banca mais eficaz e mais acessível aos seus clientes.

Mas isto não chega para a equipa liderada por Alberto Ramos em Portugal: “daqui a cinco anos seremos certamente maiores e melhores, continuando a crescer de forma sustentável e totalmente focados em apoiar da melhor forma os nossos clientes. Para já e no curto prazo, o Bankinter vai continuar a estar inteiramente empenhado em contribuir para a recuperação da economia no pós-pandemia”. 

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