Sexta-feira, Julho 1, 2022

A Véspera

António Cunha Vaz, Presidente da CV&A

O dia anterior a algo, desejado ou não, acontecer é sempre relevante. E este número da Prémio é o último deste ano sendo, pois, também, o de véspera de ano novo. E que ano se avizinha. A CV&A, proprietária da Prémio, cumpre dezoito anos de vida. Um percurso como todos. Com percalços, que nos reforçaram, com profissionalismo, dentro e fora do país de origem, com dedicação, sempre com um objectivo: Servir Melhor!

E este número da Prémio é, também, o de uma certa véspera de vários acontecimentos importantes para o mundo. As eleições presidenciais nos Estados Unidos da América avizinham-se, as Presidenciais portuguesas, também, as pré-campanhas autárquicas estão a aquecer motores – e a escolha de candidatos dá que falar dentro dos partidos políticos. Na sociedade civil as vésperas são várias. A mais importante, até pelo tempo que se vive no momento em que escrevo este texto, é a da “vacina para o COVID 19”. Mas há as vésperas do fim das moratórias, as vésperas de mais um fim do ano escolar presencial e do regresso às aulas online, de mais desemprego e mais encerramento de empresas.

Pelo Mundo fora as vésperas também se fazem sentir, empresarial, política e socialmente. Do Reino Unido aos Estados Unidos, do Líbano a Israel – com os recentes acordos mediados por Trump a darem alento aos que acreditam na Paz -, da Índia ao Brasil – com o COVID 19 como pano de fundo -, passando pelos problemas com o estado islâmico em Moçambique, com a crise mundial do petróleo, com os refugiados e migrantes ilegais e a impotência do mundo ocidental, dito desenvolvido, para lidar com situações cada vez mais imprevisíveis, culminando na União Europeia que tenta sê-lo mas se fica por aí e na Organização das Nações Unidas que, manietada pelo seu sistema interno que remonta ao tempo da sua criação, não tem os meios e a força necessários para construir um mundo melhor.

No meio de todas estas importantes realidades a vida vai continuando e a esperança assenta em outros amanhãs que cantem e que o façam de forma mais alegre do que as vésperas anunciam.

Os negócios das empresas vão-se fazendo. Lentamente, titubeantemente, uns empresários vão lutando para sobreviver, outros, com um sentido de responsabilidade social mais apurado e com empresas mais sãs, fazem um esforço hercúleo para garantir postos de trabalho, prescindindo de dividendos e de bónus, não recorrendo a moratórias para pagamento de impostos e prestações à segurança social – porque mais tarde irão ter que pagá-las, a globalização funciona em plataformas electrónicas, as viagens reduziram-se ao mínimo obrigatório e estes três meses de véspera de final de 2020 ditarão muito do que serão as contas empresariais com que se entrará em 2021.

2019 terminou tarde, do ponto de vista de apresentação de contas – pois houve um prazo alargado para as depositar – mas terminou bem para a CV&A. De entre as empresas do sector que apresentam contas, como dita a lei, a CV&A destaca-se na liderança. Quem dúvidas tiver só tem que pedir os dados a fonte oficial e compará-los. Sabe bem liderar um sector. Mas traz muita responsabilidade. Liderar o crescimento um sector durante três anos consecutivos é obra, mas liderar absolutamente um sector é uma responsabilidade. Quando se lidera parece que se está na véspera de se deixar de liderar. Por esta razão transmito sempre aos trabalhadores, em nome o Conselho de Administração da empresa, a verdade de La Palisse: quem está em primeiro só pode perder. Quem está atrás pode chegar a primeiro. É, pois, necessário que 2020 seja um ano em que continuemos focados até ao fim para que não se torne na véspera da perda da liderança. E esta foi particularmente saborosa em 2019. A CV&A só tem uma marca. Outros operam com várias marcas por razões que apenas aos mesmos dizem respeito. No mercado português, a CV&A é líder, mesmo comparada com concorrentes que têm várias marcas e que podem, legitimamente, somar as facturações de todas elas. Falo, claro, daquelas empresas que cumprem a lei e apresentam contas. Mas há mais: para grande orgulho nosso o peso de verbas oriundas do Estado (Central, Regional ou Local) na facturação da CV&A não ultrapassa 1% do total da facturação. Isto apenas quer dizer que há muito mercado por onde crescer.

O mercado internacional em que operamos voltou a reactivar-se, tendo representado cerca de 35% da facturação de 2019 e estamos crentes que esse número foi apenas a véspera de melhores números em 2020 e nos anos que se seguem. Angola, Brasil, Guiné-Bissau e Moçambique têm sido apostas interessantes e alguns passos foram dados em mercados latino-americanos. Espanha e Colômbia continuam com um crescimento sustentado e a actividade no país vizinho e a experiência de trabalho com os nossos colegas do Grupo Albion têm sido sempre inspiradoras. Na véspera de se iniciar 2020 e ainda sem saber da pandemia tínhamos planos que revimos em Março. A véspera da pandemia era promissora. O período pandémico que ainda vivemos está a ser uma lição. Contamos manter números bons neste 2020 atípico e, mais que tudo, servir cada vez melhor os nossos clientes. Os boletins que divulgámos durante o primeiro período crítico da pandemia foram apreciados por todos os destinatários, a inovação ao nível dos serviços aprofundou o nosso sentido digital, o teletrabalho tornou-se uma realidade e as equipas espelho uma forma normal – se assim se pode dizer – de estar na vida laboral.

O que se pede nesta véspera de último trimestre é dedicação, profissionalismo, continuar a semear novos mercados e projectos para que 2021 reflicta o que tenhamos feito em 2020. Está nas nossas mãos. Os nosso Clientes, com excepção de um, tiveram para connosco uma atitude excepcional. Creio que retribuímos na exacta medida e assim continuaremos a fazer.

Por último e porque é muito importante, é bom que todos se recordem que estamos na véspera da Presidência Portuguesa da União Europeia. Portugal já ocupa, na “Troika”, o seu lugar de presidência seguinte – a recente vinda a Lisboa, para uma reunião no Conselho de Estado, da Presidente da Comissão Europeia mostra bem a importância que a União dá ao momento que vivemos. A CV&A tem vindo a desenvolver uma série de acções de ‘public affairs’, em Lisboa e em Bruxelas, com Clientes nacionais e internacionais e assim continuará até 30 de Junho de 2021.

E agora, por favor, leiam a Prémio e considerem que a CV&A está aqui para servir as empresas e Portugal, ficando, como sempre, ao V. inteiro dispor. Como sempre tem feito!

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